Polícia

Segue desaparecida mulher que abandonou bebê

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil ainda tenta localizar a mulher de 30 anos (cuja identidade foi mantida em sigilo) que abandonou um bebê do sexo feminino na Maternidade Santa Isabel em Bauru na tarde desta terça-feira. Até o fechamento desta edição, o bebê seguia internado no berçário da unidade de saúde e não corria riscos.

Conforme noticiado pelo JC, a mulher deu à luz uma menina na tarde desta terça-feira. Mesmo sem receber alta médica, ela deixou a maternidade, abandonando o bebê no local. Funcionários da unidade de saúde acionaram a Polícia Militar (PM) e registraram boletim de ocorrência de abandono da incapaz.

A Polícia Civil segue apurando o caso. Até o final da tarde de ontem, a mulher ainda não tinha sido encontrada pela equipe da Central de Polícia Judiciária (CPJ). Segundo o delegado Carlos Creppe, que cuida do caso, a mãe já possui diversas passagens pela polícia.

“É um problema social. Uma situação muito complicada e triste. Ela já possui três passagens por furto, uma por tráfico e já foi até presa. Ela ainda está sendo procurada para que preste esclarecimentos”, afirmou o delegado da CPJ.

De acordo com o juiz Ubirajara Maintinguer, da Vara da Infância e da Juventude de Bauru, a equipe que atendeu a mulher na maternidade afirmou que ela possuía rebaixamento mental. Na ocasião, o juiz apontou ainda, à reportagem, que ela estaria em sua quinta gestação.

Portadores de rebaixamento mental podem ter responsáveis, para evitar muitos riscos como, por exemplo, uma gravidez indesejada. Mas para que isso aconteça é necessário que a família entre com ação de interdição.

“Não sei se é o caso dela. Se a família ou o Ministério Público entraram com ação de interdição, e pediram uma curatela, não sabemos. Depende dos familiares e das instituições. O histórico dela é esse. Temos que ver se isso (rebaixamento mental) foi constatado em perícia. Quem tem legitimidade para pedir a interdição é a família”, explicou.

Até o fechamento desta edição, segundo a assessoria de comunicação da Famesp, o bebê seguia internado no berçário da Maternidade Santa Isabel. Assim que receber alta médica, ele será encaminhado para o programa Família Acolhedora – que atende recém-nascidos, crianças, adolescentes ou grupos de irmãos em situação de risco pessoal e social – ou ainda para um abrigo.

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