Internacional

Presidente do Egito convoca diálogo para tentar evitar racha

Folhapress
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Em uma entrevista ao jornal oficial “Akhkar al-Youm”, ontem, o presidente egípcio, Mohamed Mursi, voltou a chamar a oposição ao diálogo numa tentativa de atenuar a tensão política no país. “Como já disse anteriormente, exorto todos a sentarem-se juntos para discutir o que nós precisamos fazer”, disse.


O texto foi publicado no dia seguinte a uma grande manifestação que reuniu no Cairo dezenas de milhares de partidários de Mursi.


Foi uma demonstração de força antes do próximo dia 30, para quando uma campanha anti-Mursi, chamada Tamarod (rebelião, em árabe), convocou uma manifestação em massa em frente ao palácio presidencial no primeiro aniversário da posse do presidente.


Os oponentes de Mursi dizem ter reunido cerca de 15 milhões de assinaturas - mais do que os 13 milhões de votos que elegeram Mursi há um ano - em uma petição pedindo que ele renuncie. Dizem que novas eleições poderiam acabar com a polarização paralisante da sociedade, embora nenhum líder óbvio tenha surgido para arquitetar um consenso.


Os oposicionistas denunciam a Irmandade Muçulmana, movimento ao qual pertence o presidente, de controlar todas instâncias de poder e tentar impor a ideologia islâmica à sociedade. Mursi também é acusado de não saber lidar com a grave crise econômica que atinge o país.


Os partidários de Mursi, no entanto, apontam que ele adquiriu legitimidade em uma votação democrática, e acusam a oposição de fazer o jogo da “contrarrevolução”, procurando destituí-lo nas ruas e impedindo a substituição de alguns funcionários acusados de serem da era Mubarak.


A chegada ao poder de Mursi concluiu o período de transição sob a direção militar que se seguiu à queda, em fevereiro de 2011, do regime de Hosni Mubarak.

 

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