Gostaria aqui de escrever algo diferente de tudo que foi dito sobre a "paixão nacional", o conhecido esporte bretão, inventado pelos próprios ingleses. Apresentado por aqui, se tornou um universo muito rico, que agrega a todos, sem distinção de classe social. Quem já praticou ou pratica sabe bem do que estou falando, sua democracia e sua aceitação onde preso joga com policial, negro com o branco, o médico com paciente, hoje diferentemente de outros tempos, até homem com mulher e por aí vai esse belo contraste social. Mas apesar da paixão ter muito a ver com o irracional, precisamos, quando preciso for, quebrar esse paradigma. Principalmente quando isso leva algo tão belo, a ser um vilão tão cruel, usado como pretexto, em favor dos poderosos, leia-se Fifa e seus patrocinadores, transformando assim algo tão belo como uma forma de dominação como, por exemplo: as copas, feitas em antigos terceiros mundo, hoje no Brasil.
Colocando interesses dessas associações acima das reais sumas necessidades do nosso povo. Como saúde, educação, onde se incluem transporte, moradia e segurança, e esse, certamente, um dos motivos que tem gerado esses conflitos e protestos por todo o país (oxalá seja mesmo). Talvez o povo não seja mais tão apaixonado assim, ou estamos aprendendo a separar as coisas. Apaixonados? Talvez. Idiotas? Não!
Demerval Assis da Silva