Já são dez jogos oficiais sem marcar. Mas Alexandre Pato voltou a balançar as redes pelo Corinthians na última sexta-feira, em jogo-treino contra o Audax (vitória alvinegra por 4 a 1). Pressionado, a contratação mais cara do campeão mundial para esta temporada ganhou um voto de confiança do técnico Tite. Para o comandante, as críticas são injustas.
“As pessoas veem muito a individualidade, eu vejo a equipe. Respeito todas as manifestações, mas o Pato teve uma fase muito boa aqui no Corinthians. Deixem o menino na trabalhar. Uma hora a bola vai começar a entrar”, disse.
Pato foi contratado por R$ 40 milhões, do Milan, da Itália, em janeiro. Sua estreia foi na vitória por 5 a 0 sobre o Oeste, de Itápolis, pelo Campeonato Paulista, quando deixou o seu. Assim, ganhou vaga entre os titulares na primeira fase da Libertadores da América. Com incômodos musculares, acabou abrindo caminho para que Emerson voltasse à equipe. Hoje, Pato é reserva.
“Ele teve uma sequência, seguida de um problema. Depois o Renato (Augusto) saiu, a equipe se reestruturou e voltou a crescer. O Emerson, quando voltou, voltou bem. Guerrero, Emerson e Pato são jogadores muito agudos, com os três é difícil, sobrecarrega muito a equipe. Há uma busca pelo melhor momento do Pato”, argumenta Tite.
Fato é que, mesmo no banco, Pato tem sete gols nesta temporada e é o vice-artilheiro alvinegro, atrás apenas de Paolo Guerrero, que marcou 12 vezes.
Chicão e Sheik
Terminam no final do ano os contratos de Chicão e Emerson Sheik com o Corinthians, e a negociação pela renovação não está fácil. Eles podem, a partir de amanhã, assinar pré-acordo com quaisquer outros clubes, com validade efetiva em 1º de janeiro de 2014.
Tite preferiu não se meter publicamente em detalhes sobre as tratativas, satisfazendo-se em manifestar seu desejo de permanência de ambos. O treinador só pediu uma solução rápida para que a questão não seja uma distração para a equipe ao longo do segundo semestre.
“Conversei com todo o grupo e com a direção, minha vontade é que eles fiquem. O que eu posso fazer é torcer para que aconteça o ajuste e a situação se defina. Entendo que isso não pode se estender por muito tempo porque vai acabar atrapalhando”, afirmou o gaúcho.
O que pega nas negociações é o tempo de contrato. O Timão prefere acordos curtos com atletas mais velhos, casos de Chicão, de 32 anos, e Emerson, de 34. O Sheik completará 35 em setembro e espera renovar até dezembro de 2015, quando estará com 37 anos. A oferta do clube é a metade.