Tribuna do Leitor

E a nossa faculdade de medicina?


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Gostaria de encontrar uma resposta ou justificativa convincente, convincente mesmo, sobre este imbróglio que vem ocorrendo há quase 40 anos, quando foi criada mas não instalada uma faculdade de medicina em Bauru. E acredito que o meu pensamento coincide com o que povo bauruense pergunta e exige resposta. Diante da polêmica sobre a importação de médicos estrangeiros, cubanos, portugueses e espanhóis para compensar a falta desses profissionais em nosso País, como fica a nossa faculdade de medicina, considerando-se que Bauru tem duas universidades públicas e a necessária, por sinal, excelente infraestrutura hospitalar? Que não deve ser confundida com a precariedade de atendimento.

Nas mesmas condições de Bauru existem outras cidades em nosso País que aspiraram a criação de suas faculdades de medicina que não se concretizaram devido à uma política restritiva governamental justificada para evitar a proliferação das mesmas por não oferecerem condições, e o resultado agora está sendo colhido. Enquanto que as faculdades oficiais não foram criadas por um motivo ou outro, as particulares proliferaram, principalmente em nossa região onde há muitos jovens bauruenses cursando e sacrificando suas famílias pelo peso das mensalidades que variam entre R$ 5 mil e R$ 6 mil.

Considerando-se que a formação de um médico demanda um tempo mínimo de 10 anos, entendo que chegou o momento da imediata criação e instalação da faculdade de medicina de Bauru, fato que constitui uma necessidade social enquadrando-se no atual movimento nacional reivindicatório de menos promessas e mais ações concretas na saúde e educação.

Professor Joaquim Eliseo Mendes - membro efetivo da ABLetras

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