Tribuna do Leitor

Ser brigadista ou omisso?


| Tempo de leitura: 2 min

Faço uso deste espaço democrático neste jornal de grande circulação para externar meu senso crítico em relação a um fato ocorrido e vivenciado por funcionários do Poupatempo, quando cada um, no fiel cumprimento de seu dever de atendimento pleno ao cidadão bauruense, é obrigado a vivenciar situações nem sempre agradavéis vindo de pessoas que deveriam zelar por seus funcionários.

Um caso emblemático ocorrido há poucos dias onde, em uma fatídica tarde, defronte ao Poupatempo Bauru, um veículo era consumido pelas chamas e vendo seu dono desesperado diante do ocorrido um funcionários ou melhor dizendo ex-funcionário do Poupatempo, brigadista à época, treinado e pronto para agir em situações como a que estava acontecendo, em atitude honrosa, apodera-se de um extintor de seu local de trabalho e vai de encontro ao ocorrido, conseguindo extinguir as chamas do veículo em questão, algo que deveria ser visto como honroso e digno de homenagem. A ajuda ao cidadão tomou proporções desmedidas e, no mínimo, questionáveis, sendo surpresa para muitos a demissão do funcionário em questão, por ter se apoderado de um bem de seu local de trabalho para socorrer um cidadão que se encontrava em apuros.

Neste instante surgem milhões de pensamentos dos quais alguns posso dizer aqui. Até que ponto está a nossa preocupação com o próximo? Será que o valor de um extintor de incêndio é maior do que o auxílio a uma pessoa que naquele momento necessitava de ajuda? Que belo reconhecimento (demissão) foi dado a este funcionário, que apenas ajudou seu próximo com os meios que ele tinha naquele momento! Isso nos faz refletir se devemos fazer aquilo que achamos necessário quando na função que nos é incubida ou apenas sermos omissos com medo do que pode vir a acontecer depois? Por isso lhes pergunto: brigadista ou omisso?

Claudio Silva

Comentários

Comentários