Era um domingo comum para o cinegrafista e fotógrafo amador Jaime Prado. Como nos outros dias da semana, ele foi bem cedo ao Parque Vitória Régia para fotografar a natureza, mas encontrou um peixe agonizando, preso a um anzol e à linha de pesca.
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O secretário Valcirlei da Silva e o apetrecho de pesca: não há lei que proíba a prática |
Jaime contou que chegou bem cedo ao Parque Vitória Régia e começou a fotografar as paisagens. Chegou a avistar um homem sentado, perto do lago e até conversou com ele, mas inicialmente não notou nada de estranho na atitude.
“Eu vi o homem lá, sentado, fumando um cigarro e me aproximei. Comecei a conversar com ele e ele disse que logo voltava. Achei estranha a atitude dele, ali sozinho. Logo depois que ele saiu dali, eu escutei um barulho e vi um peixe agonizando dentro do lago, com um anzol. Notei que tinha uma linha de pesca ali. Provavelmente foi aquele homem que deixou. Fiquei chocado”, contou. Jaime conseguiu retirar o peixe da água com a ajuda de populares que ali estavam. O cinegrafista contou que conversou ainda com um morador das proximidades, que também estava no parque naquela manhã, e foi informado que o “pescador” sempre é visto ali.
Saudável?
O secretário municipal do Meio Ambiente, Valcirlei Gonçalves da Silva, explica que não existe lei que proíba a prática neste local. “Mas se alguém for visto nessa atitude será advertido verbalmente e terá seu material recolhido. Esse peixe não é saudável para o consumo”.
