Um crime com as características marcantes da violência extrema, causado por momentos de fúria e vingança: ontem de manhã, um homem de 27 anos foi encontrado degolado, com sinais de agressão e perfurações pelo corpo, em meia a uma plantação de eucaliptos entre as ruas José Baptista e Expedicionário Orlando Pezavento, no jardim Botucatu, distrito de Rubião Júnior, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru).
Aceituno Jr. |
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O delegado Marcos Mores foi até o local para investigação |
Após diligências, a Polícia Civil descobriu que ele havia sido morto pelo cunhado em represália às agressões que a esposa da vítima frequentemente sofreria, segundo relatos.
Depois de receber denúncia de populares, por volta das 8h, a Polícia Militar (PM) foi até o terreno e encontrou o homem caído, já sem vida, com hematomas nas costas e várias perfurações causadas por faca na face, tórax, abdômen e pernas.
Ele também tinha um corte profundo no pescoço e estava com o crânio esmagado e o rosto desfigurado.
No local, foram apreendidos pedaços de madeira com manchas de sangue, uma cadeira de bar, uma lata de tinta e uma faca de serra, objetos que, segundo a polícia, teriam sido usados na agressão.
O delegado plantonista Marcos Mores foi até o local e, após diligências, descobriu que a vítima tratava-se de Evandro Barreto dos Santos, 27 anos.
Uma testemunha contou ao delegado que, por volta das 22h de anteontem, um homem pulou o muro de sua residência pedindo por socorro.
Com medo, ela não abriu a porta. Na sequência, outras pessoas também teriam entrado no quintal da casa e arrastado o homem até a rua, deixando para trás um dos pés do sapato que ele calçava.
Em contato com a esposa de Evandro, Sueli Aparecida Bernardo Nunes, 36 anos, ela alegou que desconhecidos haviam arrombado sua casa para tentar matá-la. O delegado desconfiou da história contada por ela e, já na delegacia, a mulher acabou confessando que seu irmão havia matado seu marido para vingar as agressões que ela sofria.
Segundo a Polícia Civil, Sueli teve a prisão temporária decretada pela Justiça e foi conduzida à cadeia de Porangaba. O irmão dela, Rogério Bernardo Nunes, de 29 anos, também teve a prisão decretada, mas, até o fechamento desta edição, permanecia foragido. O caso foi registrado como homicídio doloso. As investigações prosseguem para tentar identificar os demais envolvidos no crime.