A equipe de Bauru venceu com o projeto de um aplicativo para Skype, na 11ª competição mundial Imagine Cup, promovida pela Microsoft com 800 estudantes do mundo todo para incentivar a inovação. Os ganhadores em 15 categorias foram anunciados nesta quinta-feira (11), em São Petesburgo, na Rússia.
|
Divulgação |
|
Equipe de Bauru: estudantes André Rodrigues, Diego Sato de Castro, Felipe Cabral Minutti e Pedro Cavalca |
O grupo vencedor, chamado “Flying Ship”, é formado pelos estudantes André Rodrigues, Diego Sato de Castro, Felipe Cabral Minutti e Pedro Cavalca, do Laboratório de Tecnologia da Informação Aplicada Ltia da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru.
A equipe levou o prêmio de maior valor da competição - 50 mil euros -, na categoria “AppCampus” de prêmios especiais de patrocinadores, para investir na viabilidade comercial do aplicativo.
Além do prêmio em dinheiro, os brasileiros farão um treinamento de quatro semanas, na Finlândia, realizado em conjunto pelas empresas Nokia, Microsoft e pela universidade finlandesa Aalto.
O Callvenient é um aplicativo para o serviço Skype, da Microsoft, que consegue segurar chamadas feitas para um usuário quando ele está ocupado. O app é atrelado a uma conta da Microsoft e tem acesso à agenda de compromissos.
Quando a pessoa está ocupada, o app bloqueia ligações via Skype ou telefone convencional. Quem tentou fazer a ligação naquele momento recebe uma mensagem alertado que a pessoa está ocupada, com indicações de horáiros livres para voltar a fazer contato.
No total, 87 equipes de estudantes de 71 países competiram na final mundial depois de vencer competições locais e on-line em todo o mundo. O total em prêmios está avaliado em US$ 1 milhão.
LTIA
O laboratório de Tecnologia da Informação Aplicada - LTIA elabora projetos de inovação e pesquisa aplicada nas áreas emergentes da tecnologia da informac?a?o (TI), sempre em parceria com o ecossistema de TI entre as empresas, instituições de pesquisa e o?rga?os de fomento do Governo. No LTIA são desenvolvidos protótipos e provas de conceito com novas tecnologias.
Coordenado pelo professor Eduardo Martins Morgado, do Departamento de Computação da Faculdade de Ciências da Unesp Bauru, é homologado Cati, pela Sepin/MCTI, desde outubro de 2009, com acesso aos recursos da Lei de Informática e Lei de Inovação. Órgãos como a Fundunesp e Fundeb investem no LTIA e essa captação de recursos, em torno de R$ 100 a R$ 150 mil anuais, são convertidos em equipamentos e bolsas aos alunos que atuam no laboratório.
O pesquisador conta que as empresas de tecnologias emergentes enviam equipamentos para que o laboratório submeta a um processo de avaliação e empregabilidade. “Atuamos em projetos e aplicações finais, criamos ferramentas para que outras pessoas possam construir softwares ou páginas na WEB, assim desenvolvemos protótipos ou provas de conceito, como é chamado pelas indústrias”, pontuou.
Basicamente, esses equipamentos que estão em desenvolvimento vão entrar no mercado, as empresas doam ao LTIA que capacita os alunos para atuar com esta nova tecnologia que ainda não é padrão de mercado, experimentando-a e analisando-a por completo.
Atualmente, os participantes do LTIA trabalham em testes com o “Smart Tag” da Motorola, uma espécie de crachá inteligente eletrônico que possibilitará, além de identificação, ser lido em qualquer lugar com scanning de Bar-Code 1D e 2D; pode servir como rádio; compatível com Wi-Fi e leitor de código de barras.
(1).jpg)