Regional

Cabrália não se encaixa no MCMV

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A cidade de Cabrália Paulista (45 quilômetros de Bauru) tem cinco mil habitantes e déficit habitacional em torno de 200 moradias. Pelo número de moradores, a cidade não consegue se encaixar no projeto Minha Casa Minha Vida (MCMV), na faixa que atenderia a população que ganha até três salários mínimos. As moradias da CDHU são as mais indicadas, segundo o chefe de serviços de Obras da prefeitura, Vicente Luis Ribas de Abreu.

“Precisamos de habitação voltada ao público de baixa renda, que ganha de um a três salários mínimos. Nos últimos anos, mais exatamente em 2009, entregamos 46 casas. Foi o último conjunto que entregamos. Estamos pleiteando mais 100 casas pela CDHU, porque o projeto Minha Casa Minha Vida atende cidades com mais de 50 mil habitantes.”

Mesmo que o projeto atendesse a população de Cabrália Paulista, a construção não seria adequada, na opinião do chefe de serviços de obras. “Minha Casa Minha Vida não quero nem de graça para Cabrália. Gosto muito dos moradores e da cidade. A construção é ruim, não tem piso, não tem azulejo, não tem forro. A CDHU me entrega uma casa com piso cerâmico, forro de PVC, no banheiro é forro de laje, aquecedor solar.”

Na opinião de Abreu, os projetos precisam ter qualidade. “Queremos moradias para a população de baixa renda com qualidade. A população é de baixa renda e só os projetos da CDHU atendem, até porque a prestação é mais baixa.”

Os moradores que precisam de habitação na cidade não têm poder aquisitivo para imóveis de valores maiores. “O poder aquisitivo para Cabrália é para casa de CDHU. O município se encaixa na faixa II do projeto Minha Casa Minha Vida, que prevê prestações de R$ 365,00. Já o financiamento da CDHU tem prestação de R$ 80,00. Tem moradores com financiamentos antigos que pagam R$ 20,00.”

Para atender parte da demanda, a prefeitura está providenciando documentação para a construção de 100 casas. “Temos o espaço para 100. Estamos correndo atrás da documentação, há terrenos sendo desapropriados. Já estamos com o primeiro lote, com 67 unidades prontas e vamos firmar o compromisso com a CDHU. As demais que pretendemos construir dependem da legalização dos espaços que serão ocupados por essas unidades.”

Agudos recebeu pacote de recursos

A área da habitação é uma das prioridades do governo de Agudos. Com o objetivo de reduzir ao máximo a taxa de munícipes que ainda não têm a residência própria, o prefeito Everton Octaviani participou de um encontro com o secretário de Estado da Habitação, Sílvio Torres, no mês passado em Bauru.

O saldo foi bastante positivo. O prefeito conseguiu um pacote de recursos para a cidade. Destaque para a construção de 20 casas para o distrito de Domélia. “O município será contemplado com mais 110 casas, sendo 20 para Domélia. Uma reivindicação constante e motivo de muitas viagens à capital paulista em busca de verbas.”

Na ocasião, o prefeito também pediu mais agilidade para o início das obras de 70 casas da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), já liberadas pelo governo estadual. O secretário também autorizou 200 lotes urbanizados, programa em que o cidadão recebe o terreno e mais R$ 16 mil a fundo perdido para construir sua casa. Agudos foi contemplada ainda com uma praça no Núcleo Mário Campesato, cuja verba liberada pelo Estado foi de R$ 150 mil.

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