Funcionários e jogadores do Noroeste seguem a rotina de trabalho. Mas não há como negar o incômodo pelo salário que continua atrasado, desconforto admitido, inclusive, pela diretoria.
Fabiano Larangeira, gestor do futebol noroestino, assegura que os compromissos referentes a maio serão quitados com funcionários e atletas, nesta ordem de prioridade, até o final desta semana. Segundo ele, entraves agora relacionados a transações bancárias, demandariam saldo extra da paciência de quem precisa pagar as contas e ainda não recebeu.
O voto de confiança continua depositado, garantem atletas e o próprio treinador do Alvirrubro, Edinho Machado, que, além de aparar arestas dentro de campo após a derrota na estreia pela Copa Paulista, no final de semana, frente ao Monte Azul, ainda lida com o desconforto causado pelo atraso salarial.
“Nosso vestiário está blindado”, assegura o técnico. De acordo com Machado, o grupo confia no trabalho da diretoria que, segundo ele, conversou também com os atletas. A cúpula noroestina, comenta o técnico, anunciou que tentaria resolver a questão nesta semana, possivelmente ainda hoje.
No time
Para o jogo contra o Mirassol, sábado, no Alfredão, Edinho Machado deve promover a estreia do lateral-esquerdo Jorginho Paulista e do volante/zagueiro Marco Aurélio. O esquema de jogo (4-4-2), antecipa o técnico, deve ser mantido.
Sobre aproveitar ou não o zagueiro Cazão, que voltou a treinar ontem com o grupo após passagem por empréstimo pelo futebol goiano, o treinador mantém cautela. “Vamos ver como ele se sai nos treinamentos. Ele tanto pode ser reintegrado quanto pode ser emprestado novamente. Vamos avaliar”, afirma.
A equipe deve ainda ser reforçada no ataque, adianta Machado. Segundo ele, até dois jogadores (cujos nomes não foram revelados) devem chegar até mesmo nesta semana.
Não caiu
Ontem, o site da Federação Paulista de Futebol (FPF) publicou ata do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) informando pendência do Noroeste sobre taxa de arbitragem de partida realizada no dia 29 de junho, pelo Estadual sub-20. Conforme a ata (na reprodução abaixo), são devidos cerca de R$ 1,2 mil. O motivo, ainda conforme o TJD: “cheque devolvido”.
A diretoria, por sua vez, nega a pendência, ao menos junto a FPF. Segundo o gestor de futebol do clube, restaria quantia semelhante a ser paga ao árbitro do confronto contra o Criciúma, pela Copa do Brasil. O mesmo, segundo Larangeira, “não foi localizado” para quitação do débito. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da FPF confirmou que a ata refere-se ao cheque usado para pagamento de taxa de arbitragem de jogo do Campeonato Paulista sub-20.