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Francisco, o espaço que pisas é sagrado!

José Rafael Mazzoni
| Tempo de leitura: 2 min

O Rio de Janeiro ficou mais lindo. Rejuvenesceu! A cada delegação, os gritos de boas-vindas, os aplausos contagiantes dos jovens e o tremular das bandeiras de diversas localidades nacionais e estrangeiras, o novo Pentecostes foi se construindo e colorindo um rosto novo de ser Igreja. Um misto de alegria e emoção tomou conta de mim. Vejo emocionado as cenas acima, parece que o tempo parou. Recordo a mais linda frase que ouvi, quando já estava terminando meu cronometrado período juvenil. O papa João Paulo II, na sua primeira visita ao Brasil, quando passou pela capital mineira, diante de milhares de jovens disse-lhes: "Vós sois o belo horizonte!"

Há aqueles que somam o potencial turístico e econômico deste evento em torno previsto na ordem de 275 milhões na economia brasileira. Isto é inquantificável diante do valor inestimável deste encontro com Cristo. Previsão de resistências e protestos? A Igreja será sempre perseguida. Sem isto como saber se estamos caminhando com convicção? A nossa postura é mostrar que realmente seguimos um crucificado, mas não um derrotado, pois o sepulcro está vazio e Ele está no meio de nós!

O 28º JMJ acontece de 21 a 28 de julho, no Rio. É um encontro dos jovens com os jovens e, inclusive, também o papa e tantos outros "homens e mulheres de boa vontade" que lá, ou aqui, estarão fraternalmente unidos pela causa maior: o Amor!

Este encontro traz esperanças de tempos mais favoráveis. Não somente para a Igreja, mas principalmente para o mundo. Mostra que a Juventude não é um rótulo, não é uma fase, mas uma causa. O mundo tem jeito e está nas mãos dos jovens, por isso um jovem morreu, mas que continua a chamar outros jovens para que a Juventude se eternize. Não promete nada mais do que o conforto da cruz: "Vem e segue-me!" E a resposta é dada em uníssono: "Eis-me aqui!"

Novos céus e nova terra virão! Depois da Jornada Mundial da Juventude na Espanha em 2011, o escritor ateu Mário Vargas Losa comentou no jornal "El Pais": "Crentes e não crentes devemos nos alegrar pelo ocorrido em Madri nesses dias em que Deus parecia existir, o catolicismo ser a religião única e verdadeira, e todos como bons meninos marchávamos de mãos dadas com o Santo Padre até o reino dos céus". Para uns, utopia. Para os que acreditam na Juventude, esperança. E "a esperança não decepciona!" (Rm 5,5).


O autor, professor e mestre diácono José Rafael Mazzoni, é coordenador do curso de Geografia da Universidade Sagrado Coração

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