Polícia

Bauru vai ter ?câmeras anticrack?

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 4 min

Bauru deu mais um passo à frente para a luta contra o crack, firmando pacto com o “Programa Crack: é possível vencer”, do governo federal (leia mais abaixo). Dentre as prioridades apresentadas pelo comitê gestor do município na adesão ao programa, o destaque é para o videomonitoramento na área central. A Polícia Militar (PM) deverá traçar um plano com os principais pontos onde as câmeras serão instaladas.


O município de Bauru foi contemplado com a iniciativa do governo federal junto de mais 11 municípios do Estado de São Paulo: Barueri, Campinas, Cotia, Embu das Artes, Franca, Guarulhos, Praia Grande, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Vicente e Taubaté. No total, são 28 cidades paulistas participantes.


Com essa adesão, ao todo, chega a 82 cidades o número de envolvidos na política de enfrentamento ao crack. Ainda será definido qual o montante destinado a cada cidade. Estão sendo investidos cerca de R$ 133 milhões para os 13 municípios do Estado.


A secretária do Bem-Estar Social de Bauru, Darlene Martin Tendolo, representante do prefeito Rodrigo Agostinho na cerimônia de pacto do programa, que aconteceu ontem, em São Paulo, explicou que um comitê gestor – abrangendo as secretarias do Bem-Estar Social, Saúde, Educação, Cultura, Esportes e Lazer, Negócios Jurídicos, Economia e Finanças, 4º BPMI, Deinter-4, Polícia Federal e Fórum – foi criado para levantar as prioridades do município.


“No dia 6 de maio deste ano, o prefeito criou o decreto 12.131 que institui o ‘Programa  Crack: é possível vencer’ no município. Neste decreto, ele também criou um comitê gestor  para o programa. Foi através deste comitê que levantamos as prioridades do município para a política de enfrentamento ao crack. Entre elas, destacamos o videomonitoramento na área central, bases móveis, a capacitação de policiais e a ampliação e investimentos em serviços já oferecidos pela Sebes e Saúde”.



Plano


De acordo com o capitão Alan Terra, oficial de relações públicas do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPMI), assim que a Polícia Militar (PM) for informada do valor da primeira parcela da verba destinada ao programa, através do governo federal, os policiais oficiais de todas as bases se reunirão para traçar os pontos-chave que deverão receber as câmeras para o videomonitoramento.


“Não podemos fazer esse plano, antes de saber qual será a verba destinada nesta primeira fase. Só quando a verba estiver liberada poderemos saber quais e quantas câmeras conseguiremos comprar. Então os policiais oficiais de todas as bases se reunirão para traçar um plano”, explicou.


Além das “câmeras anticrack”, a Polícia Militar receberá mais uma base móvel, que ficará estritamente para uso dessa atividade. “Nós já temos quatro bases móveis, que são o suficiente para a Polícia Militar hoje em Bauru. Essa base móvel será utilizada somente para esta finalidade. Também faremos capacitação de policiais para atuar nessa política de enfrentamento ao crack”, acrescentou.


Darlene Tendolo afirma que possui a expectativa de estar com as metas cumpridas até 2014. “Nós queremos estar com tudo pronto em 2014”.

 

Todos contra o crack

O “Programa Crack: é possível vencer” tem como objetivo aumentar a oferta de serviços de tratamento e atenção aos usuários e seus familiares, reduzir a oferta de drogas ilícitas por meio do enfrentamento ao tráfico e às organizações criminosas, além de promover ações de educação, informação e capacitação.


O programa reúne diversas ações que envolvem diretamente as políticas de saúde, assistência social, segurança pública e, de forma complementar, ações de educação e de garantia de direitos.


No que diz respeito aos investimentos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), os 12 municípios paulistas receberão, juntos, um aporte financeiro de R$ 2,67 milhões.


Junto às ações preventivas nas escolas, o Ministério da Justiça promoverá, por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), campanhas educativas e ações voltadas tanto para a comunidade quanto para o fortalecimento das redes de atenção ao usuário e dependente de drogas.

Saúde e ações sociais

Só para as ações da área da saúde serão investidos, até 2014, R$ 96,8 milhões nesses 12 novos municípios parceiros do governo federal no enfrentamento ao crack. A verba do Ministério da Saúde, participante do programa, será aplicada na implantação e qualificação de 12 Consultórios na Rua; 13 Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD III); cinco Caps II; dois Caps AD; dois Caps 24 horas e 17 Unidades de Acolhimento (UA), sendo 10 UAs adulto e sete UAs infanto-juvenil, além de 559 leitos. Dentre os leitos, 80 são em enfermarias especializadas em saúde mental, 255 são de Unidades de Acolhimento, 130 em Caps e 94 em comunidades terapêuticas.


Segundo a secretária do Bem Estar Social, Darlene Martin Tendolo, Bauru trabalha nessa política de enfrentamento desde 2009. “O nosso trabalho, que vem sendo desenvolvido desde 2009, foi o nosso pré-requisito. Bauru possui capacidade técnica de envolvimento com a política de enfrentamento ao crack”, frisou.


Darlene ainda explica que, na área do Bem Estar Social, a verba será destinada no investimento, ampliação de serviços e compra de equipamentos. “Nas Comunidades Terapêuticas, Creas, Centro POP e Casas de Passagem ampliaremos o atendimento e as vagas. Faremos investimentos também nos Caps e Caps AD”, finalizou.

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