Fui aquinhoado com a amizade de Jorge Zaiden há alguns decênios. Meu primeiro encontro com ele foi na antiga Churrascaria Gaúcha. De lá para cá firmamo-nos num relacionamento amistoso e muito fraterno. E, agora, infelizmente, fiquei sabendo do seu passamento. Jorge foi uma pessoa inigualável, de uma candura diferenciada, de um trato muito lhano. Foi um homem diferenciado. Um dos mais combativos advogados que eu conheci em Bauru, principalmente na área que abraçou e que lhe abriu um espaço grande na conquista de sentenças favoráveis aos seus clientes, mercê de seus conhecimentos abalizados, obtidos no desenvolvimento de suas atividades advocatícias, depois de tantas e tantas noites de estudo.
Muitas vezes, trocávamos ideias e sempre saía dos nossos encontros embebecido com as luzes que me transmitia calmamente. O querido pranteado jamais se esqueceu de me presentear com belíssimos cartões de Natal, que neste ano já não terei mais. É uma pena. Jorge, além de grande amigo, foi um marido amantíssimo, um pai digno e um avô exemplar. Ao saber do infausto acontecimento fiquei deveras chocado e ainda não assimilei essa passagem para as esferas celestiais. Meu amigo Jorge era uma pessoa ímpar, correta, que certamente vai deixar muita saudade. Estou muito comovido, muito.
Torço para que a sua ausência não altere consideravelmente a existência da esposa Otaciled, dos filhos Renato, Cristina e Nídia, dos netos Renato, Leonardo e Marcela, assim como da nora Sureia e do genro Gilson, por quem, ficamos, desde já, orando para que Deus lhes dê forças para continuar a jornada e torcendo para que o meu singular amigo Jorge siga em paz o seu destino espiritual, certamente, presenteado pelas bênçãos divinas que ele tanto merece.
Abel Fernando Marques Abreu