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Morte de estudante é lembrada com manifesto no Vitória Régia

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 2 min

Após um ano de falecimento da universitária Drielly Carla Alves de Brito – que morreu a espera de uma vaga de internação – familiares e amigos da jovem, que completaria 24 anos hoje, realizaram manifestação no Parque Vitória Régia na tarde de ontem. A intenção do grupo era fazer uma passeata que saísse da avenida Nações Unidas rumo à Prefeitura de Bauru, como no ano passado.


 No entanto, como o grupo ficou mais concentrado a familiares a amigos da jovem, os participantes decidiram se manifestar em memória de Drielly erguendo cartazes com frases que reivindicavam melhorias na área de saúde. Também mostraram comoção às três pessoas que morreram - numa infeliz coincidência – também no dia 26 de julho, última sexta-feira, em Bauru, no Pronto-Socorro Central (PSC), após exatamente um ano da morte de Drielly.


Conforme noticiado pelo JC, as três vítimas -  um homem de 44 anos, uma mulher de 71 anos e uma idosa de 91 anos -  também estavam à espera de vagas para internação. Na ocasião de Drielly, a estudante ficou por três dias em uma maca instalada no corredor no PSC e foi diagnosticada com uma pancreatite necro-hemorrágica com embolia pulmonar.


 “O motivo maior deste manifesto não é só pelo fato de um ano de falecimento da minha filha. Passado exatamente um ano, três pessoas, três vidas, três famílias foram destruídas. Este protesto é pela melhoria na saúde. Com certeza há pessoas com cargos competentes para resolver essa problemática na saúde”, discorreu o pai da jovem Drielly, Luis Carlos de Brito, 46 anos. “Porém, infelizmente, não compareceu um número de pessoas adequado para possibilitar a passeata. As pessoas se deslocam pra ver um jogo de futebol, mas não para um manifesto em prol da saúde”, desabafou.


“Por que o Centrinho funciona tão bem e é público e os nossos hospitais não?”, questionou o irmão de Drielly, Guilherme Alves, 21 anos. “Viemos lutar pela saúde, pelo ser humano. A gente só quer justiça, porque pagamos nossos impostos. Quantas Driellys ainda vão morrer?”, disse o rapaz, ressaltando sua indignação diante o problema crônico de saúde da cidade.

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