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Sarney: exames ainda não confirmam dengue

Folhapress
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José Sarney segue internado sob suspeita de dengue

O senador José Sarney (PMDB-AP), 83, continua internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com suspeita de dengue.

Até o momento, nem o hospital nem a assessoria do ex-presidente da República confirmam o diagnóstico. Na última quinta-feira (1º), o filho do senador, José Sarney Filho, disse à imprensa que o pai havia sido infectado pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Pessoas próximas ao senador disseram que Sarney Filho se precipitou em divulgar o diagnóstico.

O cardiologista Roberto Kalil Filho, que faz parte da equipe médica que atende o presidente do Senado, não confirma a doença. "As sorologias estão sendo feitas e ainda não é possível afirmar com 100% de certeza que ele esteja com dengue", disse.

"Ele falou isso, mas o prazo de confirmação ou não da doença ainda foi completado", disse Pedro Costa, assessor do senador.

De acordo com o último boletim médico do hospital, divulgado às 11h30 de hoje, o senador apresentou melhora clínico-laboratorial nas últimas 24 horas.

Na tarde de ontem, o Sírio-Libanês informou que Sarney está lúcido e respirando sem a ajuda de aparelhos. "Ele continua sendo tratado com antimicrobianos e medidas de suporte clínico", informava o boletim.

No hospital, o peemedebista recebeu visitas de políticos como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e da governadora Roseana Sarney (PMDB)

Histórico

Após sentir febre e calafrios, Sarney foi internado no último domingo no UDI Hospital, em São Luís (MA). Ele teve alta na quarta-feira, por volta das 7h30. No mesmo dia, entretanto, o senador chegou ao Sírio-Libanês, na capital palista.

Sarney foi transferido para a UTI na noite de quinta-feira, por conta de um derrame pleural (acúmulo de líquido na membrana que envolve o pulmão).

Em abril do ano passado, Sarney foi internado em São Paulo por risco de infarto e passou por um cateterismo seguido de angioplastia. Em maio deste ano, o senador teve dores no peito, fez exames no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal e foi liberado em seguida.

 

 

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