Polícia

Bombeiro morre ao podar uma árvore

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

O bombeiro Sérgio Donizete Silva, 47 anos, morreu, por volta das 15h30 de ontem, enquanto cortava uma árvore na quadra 2 da rua Caetano Sampieri, Vila Universitária.


A princípio, testemunhas acreditavam que ele teria recebido uma descarga elétrica ao encostar-se aos fios da rede elétrica que passam por entre os galhos. A hipótese, contudo, foi descartada pela equipe médica que fez os primeiros socorros à vítima. “Tudo indica que ele sofreu um infarto. Não há indícios de choque elétrico”, afirma Carlos Augusto Cameschi, médico do Samu que atendeu a ocorrência.


O ajudante do bombeiro, Evandro Fernandes Guimarães, 38 anos, testemunha ocular do incidente, contou à reportagem que tudo foi muito rápido e, no momento da possível parada cardíaca, não percebeu nada que levasse a crer em descarga elétrica.


“Ele estava sobre o galho e pediu para avisá-lo quando não estivesse passando carro na rua. Eu segurava a corda para forçar a queda do galho para o asfalto e não correr o risco de atingir alguém ou uma casa. Vi quando ele ligou a motosserra e, de repente, me olhou e baixou a cabeça, como se estivesse desmaiado”.


O bombeiro só não caiu da árvore porque estava preso ao equipamento de segurança. Ao perceber que o colega não respondia aos seus chamados, Evandro acionou o Corpo de Bombeiros.


Uma aposentada que não quis se identificar contratou os serviços do bombeiro por conta de uma árvore em frente a sua casa, cujos galhos já avançavam para o outro lado da rua. “Foi então que procurei o bombeiro. Já tinha o visto fazer esse tipo de trabalho uma vez e, por isso, resolvi contratá-lo. Muito triste o que aconteceu”, lamenta.


Durante o período de folga, para completar a renda mensal, o bombeiro fazia o trabalho de podas de árvores na cidade. Sérgio era de Bauru e trabalhava em Agudos.


Uma equipe da CPFL desligou a rede elétrica das imediações para que fosse feito o trabalho de resgate. Na viatura, médicos do Samu tentaram por mais de 30 minutos reanimar a vítima, ainda no local do incidente, mas sem sucesso.

 

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