Venho aqui dizer que, depois de 14 anos de luta contra o câncer, minha vó, Conceição Magali Rufino, esposa do meu avô, Roberto Rufino, e mãe dos filhos Adriana Rufino, José Ronaldo Rufino e Rufino Junior, faleceu. Não vou ser hipócrita de dizer que estou feliz por ela estar em um lugar melhor, ou algo assim, mas sim que estou aliviado e orgulhoso de ter a sido o neto de uma mulher tão espetacular, tão forte.
Poucas pessoas me ensinaram tanto quanto a minha vó conseguiu, ela, mesmo estando meio gaga e dopada dos remédios nos últimos anos de vida, ainda se mostrou amorosa e sábia com a sua família e amigos. Ela nunca desistiu, nunca cedeu, nunca quis ser vencida por qualquer limitação que o câncer tenha lhe dado.
A casa da vó era sempre cheia de amigos, fotos e recordações de quando ela era uma pessoa saudável e, mesmo não tendo recordações plenas de ela sendo uma mulher com saúde e vida plena (porque, como disse, ela tem câncer desde os meus 4 anos de idade), vou tentar me lembrar dela com as fotos que me mostram uma mulher elegante e, em todos os sentidos da palavra, poderosa.
Essa mulher era uma verdadeira leoa. Ela nunca parava quieta, mesmo quando estava em um estado semivegetativo ainda era possível vê-la lutando contra a sua triste condição. De todas as coisas que ela poderia ter me ensinado, uma coisa é a principal: de não desistir, não se entregar nunca. Lutar, lutar, lutar, mesmo na face da morte, mesmo quando o sonho parecer impossível. É com esse pequeno texto e pequena homenagem que eu me despeço de você, vó. A senhora deixou um legado lindo.
Caio Rufino