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O número de vítimas fatais por atropelamento em Bauru dobrou no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Com base em dados da Polícia Militar (PM), sete é o número de mortes por atropelamento nos primeiros seis meses de 2013. Entre janeiro e junho de 2012, apenas três vítimas desse tipo de acidente de trânsito foram registradas.
O número surpreende, já que a quantidade de acidentes de trânsito em Baauru não para de aumentar. Conforme apurado com a PM, nos primeiros seis meses de 2012, foram computados 3.264 acidentes (com e sem vítimas e incluindo atropelamentos), contra 3.810 registrados no primeiro semestre deste ano, um acréscimo de 14,4%.
Apesar de o número de atropelamentos ter diminuído – 100 entre janeiro e junho de 2012 ante 91 em 2013 –, o número de mortes saltou de três para sete (leia mais no quadro).
“A questão é a imprudência por parte dos condutores e as máquinas, cada vez mais velozes. Essa audácia no trânsito gera uma consequência, que são esses acidentes, cada vez mais graves. Por outro lado temos a desatenção dos pedestres”, destacou o capitão Alan Terra, relações públicas do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPMI).
Idosos
O destaque destes números de vítimas fatais, nos dois períodos analisados, é para os idosos. Eles somaram duas mortes no primeiro semestre de 2012 e três no mesmo período deste ano. O capitão Terra analisa que este grupo mais vulnerável de vítimas ainda está se acostumando com as mudanças no trânsito moderno.
“Os idosos estão acostumados com uma Bauru tranquila, sem poluição sonora, sem grandes problemas. De um outro lado, temos os jovens, acostumados com aquela Bauru barulhenta, veloz, carros. Então você percebe a imprudência de um lado e o descuido do outro. O resultado disso, infelizmente, é esse agravamento do número de mortes”, apontou o oficial de relações públicas.
Segurança
A prudência, que resulta em segurança, é o antídoto para reverter toda essa situação. Para o capitão Alan Terra, relações públicas do 4º BPMI, todos devem estar atentos para que o tráfego de veículos e de pedestres em uma cidade do porte de Bauru seja seguro, o que, consequentemente, evita acidentes.
“Nós entendemos que um pouco da desatenção, por parte dos idosos, é até uma questão fisiológica. A partir de um determinado momento da nossa vida, perdemos um pouco da nossa capacidade de atenção. No caso dos pedestres, eles sempre ‘levam a pior’, porque não têm nenhuma proteção. É um resultado de imprudência dos condutores e pedestres. Infelizmente o pedestre é o elo mais fraco”, justificou Terra.
As vias de maior fluxo são as principais vilãs (leia mais no quadro). Alguns exemplos, que fizeram vítimas nesses períodos são as avenidas Getúlio Vargas, Castelo Branco e Pedro de Toledo.
Algumas dicas, apontadas pelo capitão Alan Terra, são “receitas” antigas que, se utilizadas, diminuem significativamente a chance desses graves acidentes de trânsito.
“É educação preventiva, redobrar a atenção. Os pedestres não devem atravessar em diagonal, porque aumenta a distância de um lado ao outro da via. Nós vemos muitas pessoas atravessarem uma avenida, por exemplo, e parar no meio dela, para esperar o fluxo de veículos passar, o que é muito perigoso. A receita é antiga: olhar bem para os dois lados da via, mesmo que ela tenha sentido único, e ficar atento aos semáforos”.
Última morte do semestre chocou moradores do Pousada da Esperança
A última morte registrada neste primeiro semestre de 2013, em Bauru, chocou os moradores do Núcleo Pousada da Esperança 2. O vigilante do posto de saúde do bairro, Sebastião Amarante de Oliveira, 55 anos, foi colhido por um ônibus no cruzamento das ruas Antônio Jerônimo da Silva e José Roberto de Toledo Cassiano.
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João Rosan |
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Sebastião de Oliveira colidiu sua bicicleta contra um ônibus no Pousada 2, em junho |
O condutor do ônibus teria afirmado que não viu o acidente acontecer, por isso ainda percorreu quase um quilômetro até ser avisado do atropelamento pela população do bairro.
Os moradores protestaram queimando galhos e pneus, pedindo mais segurança para as vias de grande movimento, onde condutores trafegariam em outra velocidade. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

