Funcionários da Unesp de Bauru completaram dois meses de paralisação, após entrarem em greve por tempo indeterminado a partir do dia 3 de junho.
De acordo com Jorge Guilherme Cerigatto, diretor de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp), a greve já está prejudicando atendimento aos alunos, como entrega de documentação e de atestados, além da manutenção do campus em geral, como capinação, serviços elétricos e uma parte da vigilância.
Parte dos docentes da Unesp de Bauru está em greve desde o dia 11 de julho. Segundo Larissa Pelúcio, membro do comando de greve dos professores na unidade local, a categoria já obteve alguns avanços na negociação, como a garantia dada pelo reitor de um reajuste de 3,415% válido a partir de setembro.
Os alunos da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) e parte dos estudantes da Faculdade de Ciências (FC) estão em greve desde 18 de junho. Eles se reúnem em assembleia hoje, às 19h, no Guilhermão, para discutir os rumos do movimento.
Entre as reivindicações, estão o início do funcionamento do Restaurante Universitário – prédio pronto onde há estudantes acampados –, contratação de mais professores, dentre outras.
A assessoria de imprensa da Unesp informou que foi acordada a proposta de aplicação do reajuste de 3,415% para todos os docentes, a ser pago em setembro. Em relação aos funcionários, a assessoria informou que a universidade não tem condições de atender a proposta de isonomia salarial e apresentou nova proposta de uma referência para os servidores, na folha de agosto, a ser paga em setembro, e reajuste do vale-alimentação de R$ 500 para R$ 600 para docentes e servidores técnico-administrativos.
Sobre os alunos, a reitoria entende que tem atendido as reivindicações do movimento estudantil, algumas com possibilidades de execução imediata e outras que demandam maior discussão e tempo para implementação.