O caso da família encontrada morta, na zona norte de São Paulo, ganhou repercussão na imprensa internacional. Sites de jornais e revistas relataram o caso, enfatizando que o principal suspeito de matar a família é o filho do casal de PMs, Marcelo Pesseghini, 13 anos.
Os assassinatos foram relatados pelos sites da revista americana “Time”, do jornal inglês “The Guardian” e da “BBC”. Alguns sites compararam a chacina ao caso de Amityiville, em Nova York. Em 1974, Ronald DeFeo Jr., de 24 anos, confessou ter matado sua mãe, seu pai e mais quatro irmãos. Na época, ele disse que assassinou a família a pedido de “vozes em sua cabeça”.
O site da TV americana “Fox News” destacou que o Marcelo, após supostamente assassinar a família, foi à escola normalmente e depois se matou.
A fachada da casa da família encontrada morta amanheceu pichada, na manhã de ontem. Diversas frases foram escritas no muro e também no portão da residência onde aconteceu o crime. É possível ver a frase “que a verdade seja dita”, uma suposta referência às investigações.
Esclarecimentos
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, afirmou que o coronel Wagner Dimas, que disse não acreditar que o estudante tenha matado a família e se matado em seguida, terá de prestar esclarecimentos à corporação.
Na quarta-feira, o coronel, que comandava o batalhão onde Andreia atuava, disse em entrevista à Rádio Bandeirantes, que ela havia denunciado colegas de farda por envolvimento em roubos de caixas eletrônicos. No dia seguinte, ele voltou atrás e disse que “se perdeu” na entrevista. O recuo foi feito em depoimentos à Corregedoria da PM e ao DHPP (departamento de homicídios da Polícia Civil).
O secretário disse que foi instaurado um procedimento interno para que o coronel preste esclarecimentos.