A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus, instalada na manhã de ontem na Câmara Municipal do Rio, começou com uma sessão tumultuada e com a ocupação do local por manifestantes. Cerca de 60 pessoas ainda permaneciam no prédio à noite e afirmavam que pretendem pernoitar no local.
O protesto dos manifestantes começou depois que vereadores do PMDB, partido do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes, foram escolhidos para presidir e relatar os trabalhos da comissão. Não houve truculência entre a polícia e as pessoas que participam do protesto.
No final da tarde, o promotor de Justiça Flávio Bonazza, da 1.ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Capital, pediu esclarecimentos sobre a votação que elegeu o presidente e os demais membros da CPI.
Marcada para às 9h, a sessão foi realizada no salão nobre da casa legislativa e não no plenário da Câmara. O tumulto começou porque apenas 50 pessoas puderam acompanhar a votação. Outros cerca de 200 manifestantes foram impedidos de entrar no prédio. Eles forçaram a porta e negociaram a entrada com seguranças que passaram correntes nos portões. Quando os manifestantes tiveram acesso liberado, por volta das 10h15, já tinha sido encerrada a votação para escolher presidente relator.
Chiquinho Brazão e Professor Uóston, foram, respectivamente, nomeados presidente e relator da CPI. Os manifestantes esperavam que o presidente da comissão fosse Eliomar Coelho, parlamentar do PSOL autor do requerimento que instituiu a CPI.
O ato esvaziou por volta da hora do almoço. À tarde, cerca de 60 manifestantes ocupavam o plenário. A luz foi cortada. O acesso aos banheiros foi restringido. Policias com escudos e cassetetes se posicionaram nas portas de entrada que davam acesso ao plenário.