Internacional

Agência tinha alvos prioritários


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China, Rússia, Irã, Paquistão, Coreia do Norte e Afeganistão estão no topo da lista de alvos da NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), que mantinha uma listagem de países com escala de prioridade para vigilância. A agência norte-americana estabeleceu uma escala de um (“mais alto interesse”) a cinco (“mais baixo interesse”) para países e temas de cada nação.

A informação será publicada hoje em uma reportagem da revista alemã “Der Spiegel”. A publicação diz ter obtido os dados no arquivo de Edward Snowden, o ex-técnico da CIA que revelou os programas de monitoramento dos EUA no mundo. Snowden está asilado na Rússia.

Nessa lista secreta, de abril deste ano, “a Alemanha está no meio, mais ou menos empatada com Japão e França, mas à frente de Itália e Espanha”, diz a revista.

Para a Alemanha, a prioridade da NSA é para os temas de política externa, situação econômica e perigos para o setor financeiro, tidos como nível três. Exportação de armas, novas tecnologias e comércio internacional estão com quatro na escala da NSA.

Países como Camboja, Laos, Vaticano, Finlândia, Croácia, Dinamarca e Tchetchênia são considerados irrelevantes do ponto de vista do serviço de inteligência americano. A íntegra da reportagem também irá detalhar em que posição da escala estava o Brasil.

O documento secreto afirma que a União Europeia também é alvo da vigilância da NSA. Os principais objetivos de espionagem cibernética americana são comunicações envolvendo política externa, comércio internacional e estabilidade econômica da UE, com nota três. Segundo a revista, a lista confirma informações indicando que a NSA espionou delegações da UE e da ONU em Washington e Nova York.

 

Espionagem

Anteontem, o presidente Barack Obama, anunciou uma série de providências para aumentar a transparência dos programas de espionagem do país, na tentativa de tranquilizar outros governos e a população sobre a possibilidade de abuso de poder.

Em entrevista coletiva, ele insistiu que julga adequados os controles já existentes e que as denúncias feitas pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden não evidenciam nenhuma irregularidade.

Entre as medidas apresentadas, a principal é a reforma de um trecho da Lei Patriótica, de 2001, que ampliou os poderes do governo de vigiar suspeitos de terrorismo após os ataques de 11 de Setembro.

O trecho a ser reformado trata da capacidade de vasculhar os registros telefônicos dos cidadãos. Obama quer “aumentar as salvaguardas de que isso não será utilizado de forma abusiva.”

Outra medida, que ainda precisaria passar pelo Congresso, é a possibilidade de que pessoas comuns, ativistas dos direitos civis, sejam convidadas a participar dos julgamentos nos quais se decide a aprovação de um pedido de espionagem.

 

 

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