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Rio enfrenta onda de protestos

Folhapress
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O Rio de Janeiro foi palco, ontem, de uma série de protestos. Houve protestos de professores, manifestantes seguiram acampados na Câmara dos Vereadores e moradores incendiaram ônibus após morte de um adolescente.

Os professores fizeram uma manifestação pelas ruas da zona sul do Rio, ontem, mas não foram recebidos pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB), conforme eles haviam reivindicado. De acordo com a organização, 3 mil pessoas participaram do ato que reuniu professores das redes públicas do município e do Estado, além de alunos e ativistas simpáticos à causa. Segundo a Polícia Militar, por volta de 12h30 havia 800 pessoas no ato.

Os manifestantes acampados na Câmara dos Vereadores tiveram uma reunião na tarde de ontem com representantes da Casa. Não houve avanço no encontro: a sessão da CPI dos Ônibus segue marcada para hoje, apesar das críticas à configuração da comissão, que é formada principalmente por vereadores que votaram contra a própria instalação da comissão.

Moradores incendiaram três ônibus e depredaram um carro da PM, na madrugada de ontem, após encontrarem o corpo de um adolescente de 17 anos, desaparecido desde a noite de segunda, na laje de uma casa na Vila Cruzeiro, favela do Complexo da Penha, zona norte do Rio. A Polícia Civil investiga se Laércio Hilário da Luz Neto foi morto por asfixia.

Em nota, a coordenação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) afirma que PMs da unidade do Parque Proletário, na Penha, foram acionados por moradores por volta das 20h30 de anteontem. Ao chegar ao local, os policiais encontraram familiares da vítima, que confirmaram que se tratava do rapaz desaparecido.

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