Regional

Restaurador promete entregar relógios

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

O caso das três igrejas da região que estão tendo de conviver há cerca de um ano com buracos em suas torres, onde antes existiam relógios centenários, pode estar próximo de um desfecho (leia mais abaixo). Depois que o JC divulgou a demora no conserto dos relógios, o restaurador Luiz Carlos Zocca, de Jaboticabal, assumiu o compromisso de concluir os serviços em Bocaina e Nova Europa até o dia 31 de agosto.

Ele alega que os trabalhos de restauração nas duas cidades não têm prazo de entrega e que depende de um fornecedor para fazer os consertos. “São relógios antigos e estão sendo colocadas máquinas novas em cima de antigas”, diz. “Eu dependo de uma peça fabricada por um cara de Franca que fabrica coisas para maquinários de calçados lá”, explica.

O restaurador admite a demora na conclusão dos serviços. “A gente está errado? Está. Mas eu não estou deixando de fazer porque tenho um nome a zelar de 1926”, revela. “Eu sou sozinho. E o que eu sei eu não ensino mais para ninguém”. Ele declarou ainda que tentou entregar os relógios durante uma festa religiosa em junho, mas foi impedido.

Conforme matéria publicada ontem pelo JC, Zocca foi contratado no ano passado para modernizar os relógios das torres das igrejas de Santa Luzia e Matriz de São João Batista, que ficam em Bocaina. Ele recebeu R$ 10.115,00, valor que foi dividido em três parcelas. Até agora, porém, o trabalho não foi concluído e as torres estão sem os relógios.

Entre as peças que o restaurador levou para consertar, está um carrilhão da igreja de São João Batista, responsável por mexer os ponteiros do relógio. Um novo custaria R$ 40 mil. Ontem, o padre André Zacheu registrou boletim de ocorrência de preservação de direitos, mas disse que vai aguardar até o dia 31 antes de adotar qualquer medida judicial.

Em Nova Europa, município da região de Araraquara, Zocca recebeu mais de R$ 5 mil para restaurar o relógio com quatro mostradores da Matriz Sagrado Coração de Jesus. O pagamento, segundo o padre Everson Andrade do Prado, também foi feito no ano passado. Apesar de ter executado alguns serviços, o padre conta que ele não concluiu o serviço.

A reportagem apurou que, em fevereiro deste ano, Zocca foi condenado pela Justiça a pagar R$ 17.472,75 de danos morais à Mitra Diocesana de Jales por serviços pagos e não executados na Paróquia de São João Batista, localizada na cidade de Santa Fé do Sul.

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