Mais uma gestante procurou o Jornal da Cidade, ontem, para reclamar da precariedade no atendimento prestado pela Maternidade Santa Isabel. A mulher, de 36 anos e grávida de três meses, diz que procurou a unidade por diversas vezes ao longo das duas primeiras semanas de agosto por conta de um sangramento persistente.
Mas, segundo ela, apenas no dia 9, quando a situação se agravou, teria sido internada. “E só me internaram à tarde. Já tinha ido pela manhã e o médico me deu uma guia para fazer ultrassom fora da Maternidade. Pediu para eu procurar uma clínica. Já tinha ido ao hospital umas seis vezes e nem o ultrassom eles fizeram”, reclama.
Depois de voltar no período da tarde e ser internada, a paciente acabou perdendo o bebê no dia seguinte, quando foi submetida à curetagem. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) informou que a paciente não recebeu qualquer guia para fazer exame em uma clínica particular.
Ela teria sido atendida no Pronto Atendimento Municipal - que funciona nas dependências da maternidade - em abril e maio. Nas duas ocasiões, os testes de gravidez tiveram resultados negativos. Por este motivo, de acordo com a assessoria, teria sido solicitado agendamento de exame de ultrassom em uma unidade básica de saúde.
No dia 2 de agosto, a mulher teria procurado novamente o Pronto Atendimento Municipal, dessa vez com teste positivo para gravidez e com sangramento. A Famesp afirma que ela foi avaliada pela equipe médica e internada na maternidade para a realização de ultrassom. Após a detecção do processo de aborto, a curetagem foi realizada.