A pacata cidade de Americana (217 km de Bauru) foi o município que registrou a melhor pontuação (0,911) no Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu), entre as 289 cidades pesquisadas no País, segundo o Observatório das Metrópoles (veja quadro). O estudo pesquisou 15 principais regiões metropolitanas do País.
O índice considera, por exemplo, fornecimento de energia, iluminação pública, coleta de lixo e tempo de deslocamento dos cidadãos de suas casas para o trabalho. São cinco quesitos que formam uma nota de zero a um.
Apesar do título, alguns moradores da cidade que tem mais de 210 mil habitantes não estão totalmente satisfeitos com a liderança nacional.
“Lá não tem nada”, disse Angela Melo, 29 anos, dona de casa, sobre Novo Horizonte, o bairro em que mora. Sua casa fica na segunda pior região da cidade, mas o bairro tem posto de saúde, asfalto, iluminação, água, esgoto e coleta de lixo.
“A população tem um senso bastante crítico, mas isso é bom para gente. Exige mais do administrador”, diz o chefe de gabinete da Prefeitura de Americana, Téo Feola.
Feola faz questão de citar o IDH dos municípios, divulgado recentemente. O indicador de Americana é considerado “muito alto” (0,811), o que coloca a cidade na 19.ª posição nacional. “Os dois indicadores se confirmam e se complementam.”
A pior região da cidade, Praia Azul, tem índice de bem-estar urbano de 0,871 - pouco menor que a média da região metropolitana de Campinas (0,873). Se fosse uma cidade, seria a 17.ª melhor do País e estaria à frente de grandes Capitais como Goiânia, Curitiba e Belo Horizonte.