Preocupado e irritado com a greve da Emdurb, principalmente em função da possível suspensão da coleta de lixo, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) afirmou que, caso não haja avanço nas negociações, vai recorrer à Justiça para tentar garantir a volta dos funcionários a seus postos de trabalho.
“Se efetivamente deflagrarem greve fora do período de dissídio, é muito grande a possibilidade de a Justiça enxergar irregularidade. É ilegal e eu espero que o sindicato tenha clareza disso”, afirmou.
Segundo o prefeito, durante todo o dia, houve tentativa de diálogo e o governo está disposto a continuar negociando. Ele aposta na mesa de mediação solicitado pelo presidente da Emdurb, Nico Mondelli, ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que deve acontecer na tarde de segunda-feira.
Apesar de garantir que está disposto a melhorar a proposta do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Emdurb, Agostinho disse que já concedeu grande quantidade de benefício para os trabalhadores. “Isso tem um custo enorme. Só na base, são quase 500 funcionários”, lembrou.
Na tarde de ontem, o presidente da Câmara Municipal, Sandro Bussola (PT), também foi ao sindicato com o objetivo de dialogar com a categoria. “Também acredito que possa haver um recuo”, contou ao JC.
Contrato de emergência
Circularam rumores, durante toda a tarde de ontem, de que o Rodrigo Agostinho já estivesse contratando empresa para prestar o serviço de coleta de lixo já na segunda-feira.
O prefeito, no entanto, disse ao JC que apenas solicitou à sua equipe de licitações para que desse início a trabalho de cotação de preços. “Mas se a greve for deflagrada, quero contratar o serviço já no dia seguinte [terça-feira]”, admitiu o prefeito.
Há setores no governo, porém, que entendem ser complicada a tomada de uma medida como esta em curto prazo.