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Paralisação deixa 4,6 mil estudantes sem ônibus

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 1 min

Ontem foi a vez dos funcionários da empresa Oswaldo Brambilla Transportes Coletivos Ltda. paralisarem suas atividades por reajuste salarial, prêmios e vale alimentação. Mais de 4,6 mil alunos, entre 5 e 14 anos, da rede municipal e estadual de ensino, deveriam ser beneficiados pelo transporte, mas apenas dez ônibus circularam.

Era por volta das 5h da manhã de ontem quando motoristas e monitoras fecharam a avenida Carlos Bley Filho, no Jardim Guadalajara, sede da empresa, e deram início à greve. Cerca de dez ônibus trabalharam para atender, principalmente a zona rural, mas os outros 65 permaneceram dentro da Brambilla.

“As negociações começaram em 18 de abril. As propostas da empresa não chegavam à exigência dos funcionários e nada era negociado oficialmente. O salário de motorista pago pela empresa era de R$ 1.344,50 para 44 horas trabalhadas. O das monitoras era de R$ 678,00, para a mesma carga horária, muito abaixo do salário mínimo estadual”, criticou José Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo (Sindtran).

A paralisação só teve fim depois que a empresa ajuizou ação na Justiça e foi expedida uma liminar para que a rua fosse desobstruída e os ônibus voltassem a circular.

Ao final da tarde de ontem, ficou acordado, entre empresa e sindicato, que o reajuste de 8,5% será concedido para os motoristas, que também terão o vale alimentação no valor de R$ 100,00, conforme solicitado. Ficou acordado, para as monitoras, que o salário vai para R$ 755,00 com o compromisso de se igualar ao mínimo estadual em janeiro, mais o vale alimentação de R$ 50,00.

A Brambilla registrou, no Plantão Policial, três ocorrências de furto de pneus ontem.

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