Reuters |
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Venda do controle de companhias do grupo EBX permitirá que Eike Batista quite as dívidas com o BNDES |
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou nesta terça-feira (27) que a venda do controle de companhias do grupo EBX, de Eike Batista, permitirá ao empresário honrar as dívidas com o banco estatal.
Segundo ele, isso será possível após a conclusão da "reestruturação" do grupo. Ele citou a negociação em curso para a aquisição do controle da MPX pela alemã E.ON, a compra de fatia da LLX pela americana EIG, e as conversas para a venda da mineradora MMX.
"O que acreditamos é que a conclusão desse processo permitirá equacionar uma esmagadora parcela das dividas e certamente a totalidade [da dívida] com o BNDES", afirmou durante audiência pública na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.
Coutinho afirmou que o grupo tem "projetos consistentes" e que, por isso, o processo de venda vem atraindo "grande interesse privado".
"O próprio mercado, ao equacionar a situação dessas empresas, resolve a questão em relação ao sistema bancário", afirmou.
O presidente do BNDES negou que o banco estatal venha a ter prejuízo com os investimentos feitos nas empresas do grupo X.
"A participação na carteira é muito pequena. Além disso, ganhamos nas empresas mais sólidas e esses resultados podem compensar eventuais perdas em pequena escala em outras companhias. E, mesmo assim, no balanço essa perda é teórica, nós esperamos que não aconteça", referindo-se às participações que o BNDES ainda não se desfez.
Por conta disso, Coutinho afirmou que não há risco para o patrimônio de referência do banco.
"Estamos muito bem garantidos. O banco tem crédito mais que suficiente", disse.