Internacional

EUA: autor de massacre em base militar é sentenciado à morte

Folhapress
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O ex-major e psiquiatra do Exército americano, Nidal Hasan, foi sentenciado à pena de morte hoje pelo massacre na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009, que deixou 13 mortos (sendo 12 militares) e outros 32 feridos.

A decisão, unânime, veio após duas horas de deliberações dos 13 magistrados militares. O mesmo júri havia considerado o réu culpado, na semana passada, por 45 acusações que pesavam contra ele -13 de homicídio premeditado e outras 32 de tentativa de homicídio premeditado.

Segundo advogados que defenderam o réu no início, Hasan, que declarou-se culpado, buscava deliberadamente ser condenado à morte. Ao longo do processo, ele abriu mão da defesa, recusou-se a convocar testemunhas, não respondeu às declarações de nenhuma das 89 testemunhas citadas pela acusação nem entregou elementos que pudessem estabelecer atenuantes.

O crime, ocorrido em 5 de novembro de 2009, foi citado num relatório do Senado americano como o maior massacre desde o 11 de setembro de 2001. Na ocasião, Hasan, nascido na Virgínia e com origens muçulmanas, abriu fogo contra soldados que se preparavam para combater no Iraque e no Afeganistão.

O acusado é considerado um "lobo solitário" da rede Al-Qaeda. Seu objetivo era impedir que soldados participassem das guerras, as quais considera ilegais. O promotor militar Steven Henricks disse que o ex-major, que seria enviado para o Afeganistão, pensava em cumprir "seu dever de matar [em nome da] Jihad".

Durante sua captura, após o crime, Hasan foi baleado por um policial e passou a viver em uma cadeira de rodas. Ele chegou a declarar que gostaria de ter morrido no ataque para se tornar um mártir muçulmano.

Hasan é o primeiro militar condenado à morte desde 2005, quando o ex-sargento Hasan Akbar foi sentenciado por ter matado dois soldados durante um ataque com granadas e disparos no Kuwait, em 2003. No caso de Akbar, uma apelação alegando problemas psiquiátricos continua em curso.

Se a pena for cumprida, esta será a primeira execução de um militar nos últimos 52 anos, segundo o jornal "The New York Times". As execuções de soldados nos Estados Unidos são pouco frequentes e necessitam da aprovação do presidente. O acusado deve ser executado através de uma injeção letal.

 

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