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Bauru já supera 360 mil habitantes

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Arquivo/Douglas Reis

Em 1º de julho deste ano, Bauru já abrigava 362.062 habitantes, segundo o IBGE

No último ano, Bauru superou a marca de 360 mil habitantes. O número, expressivo por conta do desenvolvimento experimentado pela história recente da cidade, também preocupa, já que se mostra como um grande desafio frente às deficiências estruturais para comportar tanta gente.

Embora sejam apenas uma estimativa, os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) surpreenderam. Segundo o instituto, em 1º de julho de 2013, Bauru já contava com 362.062 habitantes, ante os 348.146 contabilizados em 2012.

O crescimento populacional de 13.916 moradores é substancialmente maior do que o aumento registrado no ano anterior, de 2.070 pessoas. Em 2011, a estimativa havia sido de 346.076 habitantes e, em 2010, o Censo havia computado 343.937 moradores na cidade.

E, ainda de acordo com o estudo, a tendência é de que a população continue crescendo até o ano de 2042. Até lá, muitas estratégias terão de ser adotadas para contornar déficits na oferta de serviços em áreas sensíveis como saúde, educação, abastecimento de água e mobilidade urbana.

Para o prefeito Rodrigo Agostinho, o crescimento populacional é resultado dos inúmeros empreendimentos instalados na cidade ao longo dos últimos anos e pode ser percebido, de maneira clara, no aumento do número de novos imóveis e veículos circulando pelas ruas.

Outro indicativo é o volume de lixo produzido, assim como a quantidade de crianças matriculadas nas escolas municipais.

“Com base nesses números, temos a certeza de que a população de Bauru já ultrapassou os 400 mil habitantes. Mas o IBGE não considera a população flutuante (em sua maioria estudantes universitários oriundos de outras cidades), que permanece por anos vivendo na cidade”, pondera.

Sobrecarga

O prefeito ressalta ainda que, atualmente, há cerca de 20 mil apartamentos sendo construídos em Bauru. Um exemplo, ele cita, é a região do Núcleo Bauru 16, onde estão sendo erguidos cerca de três mil apartamentos.

“A população que passa a viver nesses lugares sobrecarrega a rede de água, de esgoto, saúde e também o tráfego. Nesse sentido, a pressão sobre o poder público é cada vez maior”, pondera, salientando que não apenas os recursos financeiros, mas também a falta de áreas públicas para investimento em novas creches, escolas ou unidades de saúde são um complicador para atender toda a demanda criada.

Há ainda dificuldades para dar vazão ao fluxo à frota de 240 mil veículos que circulam diariamente pelas ruas de Bauru, já que não há meios de remodelar ruas centrais, totalmente estranguladas. Saídas possíveis seriam investir em vias alternativas e em transporte público.

Mesmo assim, à medida do possível, Rodrigo diz que a administração tem se esforçado para ampliar o atendimento à população, seja com a inauguração de novas unidades de saúde, ampliação da rede de esgoto, perfuração de novos poços, entre outras medidas.

“Em relação à saúde, especificamente, nossa única dificuldade é para contratação de pediatras e a falta de leitos hospitalares, sendo que esta última não é uma responsabilidade do município”, frisa.


 

Crescimento de 32% em 20 anos

Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Bauru cresceu 32% nos últimos 20 anos. Em 1993, o órgão projetava que a cidade era habitada por 273.759 pessoas (leia mais na página 20).

Dez anos depois, o número passou para 332.993 e, em 2013, alcançou o total de 362.062 moradores. Segundo estimativas da prefeitura, a população de Bauru, crescendo em ritmo menos acelerado, deverá chegar a 600 mil habitantes dentro dos próximos 20 anos.

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