A oposição da opinião pública a uma ação militar contra a Síria continua crescendo, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada ontem, mostrando a dificuldade que o presidente Barack Obama terá para realizar o ataque, como punição pelo suposto uso de armas químicas contra civis no país árabe.
O percentual de entrevistados que se opõem ao ataque subiu de 53% na pesquisa encerrada em 30 de agosto para 63% no levantamento de 5 a 9 de setembro. O apoio à ação caiu de 20 para 16%.
Mesmo que fique provado que o governo de Bashar al-Assad matou cerca de 1.400 civis num ataque com gás sarin em 21 de agosto, apenas 26% dos norte-americanos são favoráveis ao envolvimento militar dos EUA na guerra civil síria. O apoio ao envolvimento nessa circunstância subiu de 44 para 52%.
A pesquisa indica mais uma vez a relutância dos norte-americanos em se envolverem em mais uma guerra, após mais de uma década de conflitos no Iraque e Afeganistão.
Para Julia Clark, do instituto Ipsos, mesmo se o discurso de Obama em defesa da ação for bem recebido “jamais haverá uma mudança majoritária em prol da intervenção”. Para ela, o percentual dos que se opõem à ação militar “é simplesmente grande demais”.
Ela acrescentou que, à medida que os norte-americanos se informam mais sobre o conflito e sobre o suposto uso de armas químicas -negado pelo governo sírio-, maior se torna a oposição popular à intervenção dos EUA.
Além disso, a insistência de Obama para que o Congresso autorize o ataque torna a opinião pública ainda mais desconfiada.