Internacional

EUA mantêm plano de intervenção militar

Folhapress
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A Casa Branca informou hoje que os Estados Unidos mantêm seu plano de intervenção militar na Síria, mesmo após o chanceler sírio, Walid al-Moualem, dizer que Damasco aceitaria entregar o arsenal de armas químicas nas mãos do regime de Bashar al-Assad.


O projeto foi apresentado pela Rússia, após o secretário de Estado americano, John Kerry, dizer em uma entrevista coletiva que Assad poderia evitar um ataque internacional entregando o arsenal químico, embora não acreditasse que o mandatário faria isso.


Em entrevista coletiva, porém, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmou que Obama continuará com o plano de uso da força, mesmo com o recuo sírio. "Nós vemos isso [o recuo] com um potencial de avanço positivo e vemos isso como um claro sinal da pressão sobre a Síria".


O representante americano afirma que pretende verificar se o sinal sírio para a retirada do arsenal é sério e que Obama continuará a tentar convencer os parlamentares a votar a favor do ataque. O pronunciamento à população americana também foi mantido.


Com isso, o mandatário tentará convencer a opinião pública sobre a necessidade de intervenção. A maioria dos deputados se diz contrário à ação armada, assim como 59% da população americana, segundo pesquisa divulgada ontem pela rede de televisão CNN.


Reino Unido


Além dos Estados Unidos, o Reino Unido também encara com ceticismo a proposta russa e a renúncia síria a seu arsenal de armas químicas. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, pediu que Moscou e Damasco mostrem que sua intenção de entrega do armamento é verdadeira.


"Eles têm uma responsabilidade muito grande para mostrar que essa iniciativa é séria e legítima", disse o chefe de governo, em nota. "Isso [a proposta] não pode ser o fim do processo. Nós precisamos nos manter bem atentos quanto ao risco dessas táticas de dissuasão".


Para o chanceler britânico, William Hague, é necessário colocar em uma resolução do Conselho de Segurança da ONU uma ameaça de uma intervenção militar para impedir que o regime sírio volte a cometer novos ataques contra sua população.


As declarações são feitas após o chanceler sírio, Walid al-Moualem, defender a entrega das armas proposta pelo chanceler russo, Sergei Lavrov, como uma forma de "retirar os fundamentos para uma agressão norte-americana".

 

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