Internacional

Atirador tinha problemas mentais

Folhapress
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Um dia depois de um atirador abrir fogo dentro de um edifício da Marinha em Washington e matar 12 pessoas, o secretário de Defesa, Chuck Hagel, ordenou ontem uma revisão das medidas de segurança física e de acesso em todas as instalações militares americanas no mundo.

A medida tenta corrigir a brecha aproveitada pelo ex-reservista da Marinha Aaron Alexis, 34 anos, responsável pelo ataque de ontem, que acabou sendo morto pela polícia. Por ter prestado serviços no local, ele usou uma credencial válida para acessar as instalações.

A polícia de Rhode Island teria advertido a Marinha no mês passado que Alexis havia relatado estar “ouvindo vozes”, levantando dúvidas sobre como ele recebeu liberação para ter acesso ao complexo onde realizou o tiroteio.

Os dados levantados pela investigação definem Alexis como portador de doença mental, como paranoia e distúrbio do sono. Os sintomas de desequilíbrio começaram quando ele tinha 20 anos, conforme uma autoridade anônima disse ao “New York Times”.

Os relatos incluem um episódio recente em que ele se queixou de ter ouvido vozes e disse que pessoas enviavam vibrações ao seu corpo que o impediam de dormir.

No início do mês passado, perturbado por alucinações severas, Alexis chegou a ligar para a polícia de Newport, Rhode Island, dizendo que se sentia ameaçado.

Quando a polícia chegou ao hotel onde estava hospedado, ele disse que havia discutido com uma pessoa no aeroporto em Virgínia e que tal pessoa havia enviado outras três para mantê-lo acordado por meio de uma máquina de micro-ondas, o que o levou a trocar diversas vezes de hotel na mesma noite.

11 de setembro

O pai do ex-cabo Aaron Alexis, que mora em Nova York, contou à imprensa que o filho passava por problemas associados com o estresse pós-traumático do 11 de setembro de 2001.  Alexis teria participado ativamente do resgate das vítimas do ataque às Torres Gêmeas.

Alexis ia com frequência a um templo budista em Fort Worth e falava tailandês, assim como outros frequentadores. Ele também trabalhava como garçom em um restaurante de comida tailandesa.

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