Diante das ameaças do Palácio do Planalto, a cúpula do PSB resolveu se antecipar e planeja entregar hoje os cargos que possui no governo federal. A operação está sendo comandada pelo presidente do partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PE), virtual adversário de Dilma Rousseff em 2014.
A decisão será tomada hoje em Brasília pela Executiva Nacional, convocada hoje em caráter de urgência.
Confirmada a devolução dos cargos federais, será o passo mais concreto do pernambucano até agora na direção de assumir definitivamente sua candidatura à Presidência da República, o que deve ocorrer no mês de março, conforme cronograma interno do partido.
Apesar da provável entrega dos cargos de confiança, a tendência majoritária no PSB é manter o apoio formal no Congresso à presidente Dilma no Congresso.
Trata-se de um antídoto contra acusações veladas, atribuídas a Dilma, de que o partido flerta com a oposição mas não abre mão de seus dois ministérios (Integração Nacional e Secretaria de Portos) e postos de comando em estatais como a Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste).
Presidente do PSB, Campos está operando para que não haja rompimento agora, apenas a devolução de cargos. Hoje, dirigentes contabilizavam apoio de 90% da Executiva, mas ainda faltava acertar o desembarque com alas resistentes a perder espaço na administração federal.
Em privado, Eduardo Campos informou haver um clima de rompimento no partido, mas considera não ser o momento político de bancar uma separação.