Política

Rodrigo representa prefeitos na ONU

Vinicius Lousada com Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 4 min

Malavolta Jr.

Rodrigo Agostinho viajará hoje e retornará ao Brasil no ? nal desta semana

Discutir as novas metas do milênio, que deverão ser alcançadas por todos os países do mundo a partir de 2015. Com esse objetivo, Rodrigo Agostinho (PMDB) viajará para Nova York, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira. Ele será o único do prefeito do País a participar do “Global Compact Leaders Summit 2013: Arquitetos de um Mundo Melhor”.

Promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), o evento será presidido pelo secretário geral do órgão, o sul-coreano Ban Ki-moon, e antecede o encontro dos chefes de Estado da Assembleia Geral da ONU deste ano, que teve início na última terça-feira.

O prefeito de Bauru não escondeu a alegria ao contar sobre o convite. “Fiquei muito contente. É uma oportunidade muito legal para compartilhar experiências locais dentro de uma discussão global”, diz.

Rodrigo foi escolhido para representar os líderes municipais brasileiros por meio da Frente Nacional de Prefeitos, entidade da qual é o vice-presidente. “Acho que me escolheram porque já participei de conferências da ONU na área ambiental e também porque eu falo inglês fluentemente”, disse.

Divulgada pelo JC na manhã de ontem, a notícia ganhou repercussão imediata nas redes sociais. Internautas questionavam se os custos da viagem seriam arcados pelo poder público municipal. Agostinho, por sua vez, garante que todas as despesas serão bancadas pela Frente e pela própria ONU.

Entre quinta e sexta-feira, o encontro reunirá executivos com líderes da sociedade civil, do governo e das Nações Unidas no intuito de moldar e fazer avançar a Agenda de Desenvolvimento pós-2015, propondo um quadro para que as empresas contribuam com as prioridades e temas globais, como as alterações climáticas, água, alimentação, direitos das crianças, trabalho e educação.

Firmados no ano 2000, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) devem ser cumpridos até 2015. “Esse encontro vai começar a debater quais serão as próximas metas, para depois disso. Envolve várias questões como o analfabetismo, doenças como a dengue e a malária, mortalidade infantil. É um longo processo de debates e este é o ponta pé inicial”.

Expectativas

Para o evento, Rodrigo aposta na troca de informações e ideias com lideranças de todos os países do mundo. Entre os brasileiros palestrantes, por exemplo, estarão a presidente da Petrobrás, Graça Foster, e Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos, que discute ética empresarial.

Agostinho cita ainda as “figuras” que participarão do Compact Leaders. Entre eles, Muhammed Yunus, que, em 1983, fundou o Banco do Povo em Bangladesh, contribuindo para a erradicação da pobreza no País. A rainha Fabíola, da Bélgica, também estará em Nova York para o evento.

“Vou poder participar das discussões, compartilhar projetos e feitos locais e, quem sabe, consigo trazer uma coisa boa de lá pra cá”, espera o prefeito de Bauru.

Rodrigo retornará ao Brasil já no final de semana. Depois disso, acontece o encontro restrito a chefes de Estado, do qual a presidente Dilma Rousseff (PT) deve participar, inclusive fazendo o discurso de abertura.

‘Arquitetos de um Mundo Melhor’

A ONU explica que o “Global Compact Leaders Summit” quer mostrar a ligação dos participantes aos desafios urgentes do mundo atual e que a transformação para um mundo melhor é possível quando se adota medidas, individualmente e em conjunto. A ideia é revelar uma nova arquitetura global para a ampliação da sustentabilidade empresarial e alinhar o negócio com as prioridades de desenvolvimento sustentável.

O órgão diz que tem trabalhado, desde a sua fundação, para alcançar um futuro compartilhado, seguro e sustentável para todos os povos do mundo.

A visão e as aspirações que os primeiros membros das Nações Unidas, em 1945, propuseram para os “arquitetos de um mundo melhor” continuam como propostas atuais, não apenas para os governos, mas também para milhares de empresas e organizações da sociedade civil que queiram tornar-se parceiros fundamentais na abordagem dos desafios mais prementes do mundo.

Segundo a organização do evento, garantir um futuro melhor para todas as nações requer também uma proposição cada vez mais clara para as empresas em todos os lugares, como desafios ambientais, sociais e econômicos.

O desafio é fazer a transição de progresso incremental de impacto transformador dos mercados e das sociedades. Para tanto, será necessário alinhar e dimensionar os esforços de sustentabilidade dentro de uma arquitetura global projetada para impulsionar a ação e parcerias em uma escala maciça.

Agenda

Quinta-feira - 19 de setembro

Das 9h às 17h: Dezenas de eventos especiais com vários tópicos de sustentabilidade corporativa serão realizados, durante todo o dia, pelo Pacto Global. 

 

Das 9h às 17h: Feira do Pacto Global Ação. O evento vai proporcionar um espaço colaborativo para os participantes a explorar, navegar e se comprometer com ações-chave e parcerias para abordar as prioridades globais de desenvolvimento sustentável.  

 

Sexta-feira - 20 de setembro

Das 8h às 18h: Cúpula dos Líderes. A programação do dia, com várias palestras, reunirá histórias de sucesso, mostrará a visão e aspirações dos primeiros membros das Nações Unidas, em 1945, quando se propuseram a ser “arquitetos de um mundo melhor”

Das 12h às 14h: Fórum do Setor Privado. Será o almoço da Cúpula de Líderes, com foco no papel do setor privado na Agenda de Desenvolvimento pós-2015, com ênfase nas oportunidades e desafios únicos na África. O Fórum do Setor Privado contará com discussões e mesas redondas focadas em quatro temas: Emprego e Crescimento Inclusivo, Educação, Empoderamento das Mulheres, e Finanças inovadoras e sustentáveis. 

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