A greve dos bancários começou ontem com 50% de adesão dos trabalhadores em Bauru, segundo o sindicato da categoria. Agências do Banco do Brasil, HSBC e Santander chegaram a fechar as portas na área central de Bauru. Hoje, mais bancos não devem funcionar e a expectativa é que a adesão aumente. Conforme apurado pela reportagem, ontem não houve tumulto nas agências.
João Rosan |
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Agência bancária fechada ontem de manhã; movimento ocorre em nível nacional |
“Nos bairros é uma adesão mais sazonal, uma ou outra agência fica aberta mesmo. Mas na área central, a adesão foi forte. Agências como, por exemplo, do Banco do Brasil, HSBC e Santander já fecharam as portas. Como o caixa eletrônico fica dentro de algumas agências, até esse serviço não pôde ser utilizado pelos clientes. Amanhã (hoje) a expectativa é que mais agências fechem e a adesão seja maior”, disse Priscila Rodrigues, diretora do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região.
A categoria reivindica reajuste salarial de 11,93%, piso salarial no valor de R$ 2.860,00, participação nos lucros ou resultados (PLR) de três salários-base mais uma parcela adicional fixa de R$ 5.553,15 e valorização dos vales refeição e alimentação.
Nas últimas negociações, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou ao Comando Nacional dos Bancários reajuste de 6,1% (reposição da inflação prevista) sobre os salários, os pisos, a PLR e demais verbas de caráter salarial (leia mais na página 21).
Lamento
Em nota, a Fenaban informou que “lamenta essa posição dos sindicatos, que causa transtorno à população, e reitera que a maioria das agências e todos os canais alternativos, físicos (autoatendimento, correspondentes) e eletrônicos vão continuar funcionando normalmente. Os bancos respeitam o direito à greve, entretanto, farão tudo que for necessário e legalmente cabível para garantir o acesso da população e funcionários aos estabelecimentos bancários”.
O sindicato ainda não tem uma nova assembleia marcada com a Fenaban e espera que a federação se manifeste novamente depois da greve deflagrada. Para evitar transtornos, a orientação é que os usuários dos bancos otimizem o tempo e, se possível, façam as transações pela Internet, em alguns casos.
Como ficam os serviços
A paralisação não isenta o consumidor de pagar suas contas dentro do prazo estipulado pelo credor. Para evitar eventuais encargos, como multas e juros pelo não pagamento da dívida em dia, a primeira atitude é ligar para a agência na qual possui conta para saber se ela aderiu à greve.
Caso tenha aderido, procure saber se outra agência está operando. Na impossibilidade de utilizar uma agência bancária, a solução é procurar, o quanto antes, o credor e solicitar outra opção de local para efetuar o pagamento, como Internet, sede da empresa, casas lotéricas, código de barras para pagamento nos caixas eletrônicos e outros.
As contas de serviços públicos como água, luz e telefone não precisam necessariamente ser pagas nas agências bancárias. É possível quitá-las em casas lotéricas e em alguns supermercados.
De acordo com o Procon-SP, diante de um cenário de greve, as empresas são obrigadas a oferecer outro local de pagamento. Se o fornecedor se recusar a disponibilizar uma alternativa, o cliente deve documentar sua tentativa e registrar uma reclamação junto ao órgão.
Contas em atraso
Para quem tem conta de luz, água, telefone, gás em atraso, a orientação é fazer o pagamento normalmente pelos canais alternativos do banco (Internet, telefone, corresponde bancário). As próprias concessionárias de serviço público costumam inserir os juros e as multas na conta do mês seguinte.
No caso dos títulos de cobrança (condomínio, escola, academia, financiamentos), a orientação é pedir ao cedente do título um novo boleto já com os valores atualizados ou fazer o pagamento pelo Débito Direto Autorizado (DDA). O DDA é um serviço de apresentação eletrônica de boletos bancários, que permite ao cliente realizar o pagamento de boletos eletronicamente.