Tribuna do Leitor

Ferroanel para Bauru


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Aproveitando uma fala proferida pelo vereador Segalla na audiência pública sobre o viaduto inacabado, na data de 19/09 - "Precisamos lembrar que, por lá, passam composições ferroviárias. Se acontecer qualquer coisa com mercadorias transportadas, o município poderá ser responsabilizado", segundo o próprio JC, acredito que passou da hora de discutirmos a malha férrea cravada em nossa cidade, devemos seguir o exemplo de Campo Grande/MS, que após anos de intenso tráfego de trens no interior da cidade, construiu um ferroanel, o qual visava a retirada de trens de dentro da mesma, fazendo-os circular ao entorno.

O trem foi e continua sendo um dos mais importante modais, sendo mais viável economicamente do que o próprio transporte rodoviário, porém, por não possuir mais características de passageiro em nosso município, apenas de carga, não se faz necessário o mesmo circular pelo interior da cidade, causando transtornos nas passagens de níveis, oferecendo riscos de acidente devido à falta de manutenção da malha e servindo de abrigo e esconderijo para os mais diferentes tipos de pessoas em seus vagões abandonados no centro de nossa cidade.

Bauru possui hoje também diversos problemas de mobilidade, gargalos sem soluções, que poderiam ser resolvidos utilizando hoje as áreas férreas. Sugiro que pensemos que em locais onde hoje existem trilhos, fizéssemos grandes avenidas, pois o custo seria relativamente mais baixo, pois não precisaríamos de desapropriações, gastos com terraplanagem, etc e os benefícios seriam, sem dúvidas, imensos.

Imaginem que com gastos bem menores do que os convencionais nas construções de avenidas, poderíamos prolongam a avenida Rodrigues Alves até a Rodovia Bauru-Marília, darmos fim ao intenso tráfego na av. Castelo Branco na rotatória com a av. Duque de Caxias, acabar com os congestionamentos na av. Nuno de Assis no trevo com a Rodovia Marechal Rondon, tudo utilizando os espaços hoje ocupados pelos trilhos. Entendo a importância que a ferrovia teve para o desenvolvimento de nossa cidade, sou neto de ferroviário, mas acredito que precisamos pensar a cidade e como queremos ela daqui a 20 anos ou mais.


Rafael Rosalin

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