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Palácio Guanabara é ocupado ao som de marchinhas de Carnaval


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Ao som de marchinhas de Carnaval, manifestantes ocuparam na madrugada deste domingo (22) o Palácio Guanabara, sede do governo fluminense. Cantando “Ô abre-alas’’, de Chiquinha Gonzaga, além de cantos surgidos nas manifestações contra o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), um grupo de 60 pessoas tomou as escadarias e a varanda do prédio por volta de meia noite.

De acordo com a assessoria do governo do Rio, cerca de 15 manifestantes chegaram a invadir o salão nobre.

O grupo havia participado de uma festa na praça São Salvador, distante cerca de 500 metros do palácio. O baile era um protesto contra a proibição pelo uso de máscaras em protestos no Rio.

No dia 12, o governador do Rio sancionou sem vetos a proibição de máscaras nas manifestações no Estado. O texto da lei publicado no “Diário Oficial’’ fluminense não especifica, contudo, qual tipo de crime o mascarado estará cometendo se estiver com o rosto coberto durante um protesto.

Pesquisa Datafolha realizada no dia 11 mostrou a reprovação dos paulistanos pelo uso de máscaras por parte dos manifestantes - 89% são contra o uso da peça e 9% são a favor.

A ação no Palácio Guanabara foi filmada e divulgada nas redes sociais pelos ativistas do “Coletivo Mariachi’’, que registram as manifestações em vídeos. Na filmagem, três policiais aparecem acuados e são acalmados pelos manifestantes que falam “choque de amor’’, e os abraçam.

Na internet, muitos internautas apoiaram a ação e parabenizaram os integrantes dos blocos. “Os policiais ficam mais assustados com um abraço coletivo do que os manifestantes com bomba de gás lacrimogêneo. Precisamos investir em mais bombas de amor não-letal!’’, disse Rafael Pueter, na página do coletivo. Já alguns moradores reclamaram dos transtornos ocasionados pelas manifestações.

“Galera, na boa, vocês querem ou não o apoio dos moradores? Porque isso de não respeitar o horário do silêncio acaba sendo bem ruim pra conseguir isso. Acho que a gente tem que aplicar no próprio movimento os preceitos de respeito que reivindicamos’’, escreveu Larissa Bery na página do evento no Facebook.

Em nota, o governo do Rio afirmou que os manifestantes ficaram no local cerca de 15 minutos e se retiraram. Cerca de 50 policiais do batalhão de Choque foram acionados para reforçar a segurança. Uma perícia foi realizada no salão nobre e não foi constatado dano. No entanto, o caso foi registrado na 9ª DP (Catete) e o ato será investigado para que os invasores sejam criminalmente responsabilizados.

 

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