Internacional

Exército queniano retoma shopping

Agências
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Noor Khamis/Reuters

Carros de bombeiros e veículos militares blindados participaram da ação em Shopping

Autoridades quenianas disseram ontem que suas forças estavam “no controle” do shopping Westgate em Nairóbi onde o grupo islâmico somali Al Shabaab, ligado à Al-Qaeda, lançou um ataque no sábado que matou pelo menos 62 pessoas.

“Nossas forças estão vasculhando o shopping andar por andar em busca de alguém que tenha ficado para trás. Nós acreditamos que todos os reféns foram libertados”, afirmaram o Ministério do Interior e a Coordenação do Governo Nacional pelo Twitter.Não havia brasileiros entre as vítimas do ataque.

Mais cedo, o ministro queniano do Interior, Joseph Ole Lenku, disse em entrevista coletiva que os militantes chegaram a incendiar colchões em um supermercado nos pisos inferiores do shopping, mas o fogo fora controlado, segundo o ministério.

Ole Lenku disse que dois agressores foram mortos ontem, elevando a três o total de militantes mortos até agora. Ele acrescentou que não havia mulheres entre os agressores, embora alguns estivessem travestidos. No entanto, uma fonte de segurança e dois soldados disseram que uma mulher branca estava entre os autores do ataque e foi morta.

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, rejeitou a exigência feita no domingo pelos militantes para que o Quênia retirasse suas tropas da vizinha Somália.

Kenyatta, que perdeu um sobrinho no ataque de sábado, disse que não faria concessões na “guerra ao terrorismo” na Somália, onde tropas quenianas há dois anos colocam o grupo Al Shabaab na defensiva, como parte de uma missão de paz patrocinada pela União Africana.

O chefe do Estado-Maior queniano, Julius Karangi, disse que os pistoleiros vieram “do mundo todo”, mas não citou suas nacionalidades. “Estamos enfrentando o terrorismo global aqui”, afirmou.

Em Washington, as autoridades disseram estar monitorando os esforços do Al Shabaab para recrutar militantes nos EUA, mas afirmaram não ter informações diretas sobre o eventual envolvimento de norte-americanos no ataque.

 

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