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Família é morta a facadas no Rio

Agências
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Três pessoas da mesma família foram encontradas mortas em um apartamento na rua Paysandu, no bairro do Flamengo, na zona sul do Rio, na manhã de ontem. Uma das vítimas é Leonardo Drumond, 58 anos, diagramador do jornal “O Globo”. Também foram encontrados os corpos da mulher dele, Suzete de Souza, 66 anos, e da filha do casal, Bárbara de Souza, 28 anos, portadora de necessidades especiais,.

O delegado Clemente Braune, da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, disse que a família foi morta a facadas. O casal e a filha foram encontrados cada um com um ferimento a faca do lado esquerdo do peito. O homem foi encontrado no chão da sala e as mulheres deitadas em suas camas nos respectivos quartos.

O delegado trabalha com a hipótese de duplo homicídio seguido de suicídio, praticado pelo marido. A arma do crime foi uma faca de cozinha.

As vítimas foram encontradas pela segunda filha de Drumond, identificada apenas por Michele, e uma amiga da família, cujo nome não foi revelado. Segundo o delegado, a filha afirmou que recebeu um e-mail do pai na madrugada por volta das 5h de ontem.

O tom da mensagem, segundo o delegado, era de despedida. O homem teria relatado problemas financeiros na correspondência. Na mensagem, ele teria orientado a filha sobre quais providências deveria tomar quanto aos bens da família caso ele morresse.

A filha teria visto a mensagem de manhã e correu para o apartamento do pai, na companhia de uma amiga da família. Lá encontraram a porta com o trinco fechado por dentro e por volta das 9h30 acionaram os bombeiros e a Polícia Militar. Ao chegaram ao interior do apartamento, encontraram os corpos.

A filha e a amiga da família já prestaram depoimento e outros parentes e pessoas próximas darão seus depoimentos ao longo da semana.

O laudo pericial deve ficar pronto em uma semana. As imagens do circuito interno do prédio foram solicitadas.

Segundo a corretora de imóveis e moradora do prédio Margarida Meirelles, 51 anos, a família havia se mudado há cerca de seis meses para o prédio e praticamente não tinha contato com os vizinhos. Eles viviam no décimo andar do prédio. Ainda segundo a vizinha, o casal teria tido uma discussão em um restaurante da região no último domingo.

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa, o jornal afirma que as circunstâncias da morte ainda estão sendo investigadas. Drumond, segundo colegas de “O Globo”, era uma pessoa tranquila e educada, que trabalhava no jornal desde a década de 1980. Ele diagramava páginas do caderno Ela durante a semana e fazia plantão na primeira página, às sextas-feiras.

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