Gigante no âmbito nacional, dono do maior número de prefeitos do País e fiel da balança na governabilidade da presidente Dilma Rousseff, o PMDB de São Paulo, na última década, exerceu papel de coadjuvante e ficou menor no cenário estadual, polarizado por PT e PSDB. Em 2014, a sigla pretende reverter este cenário.
Nesse sentido, Bauru recebe hoje encontro regional peemedebista, às 10h, na Sociedade Hípica, que tem como objetivo mobilizar a militância em torno de Paulo Skaf (PMDB). O empresário, que comanda o Ciesp/Fiesp, deve disputar a eleição pelo governo do Estado no ano que vem contra Geraldo Alckmin (PSDB) e Alexandre Padilha (PT).
Presidente municipal do PMDB, o vereador Renato Purini espera a participação de 200 pessoas das regiões de Bauru, Jaú, Botucatu, Marília, Lins e Avaré. Ele acredita no despertar da militância em prol do fortalecimento do partido. “Acho que a gente nunca diminuiu, mas os peemedebistas estavam adormecidos”, avalia.
O despertar, segundo ele, se deu com a mudança de comando na esfera estadual do partido. Após a morte do ex-governador Orestes Quércia, o deputado Baleia Rossi assumiu a presidência do diretório e interviu nas estruturas municipais.
“Nós devemos muito a ele, que nos deu a missão de aumentar a bancada local em 2012. Conseguimos e, de uma vez, fizemos quatro cadeiras na Câmara. Agora, temos que mirar os novos desafios”, pontua Renato.
Purini diz ainda que a pesquisa de intenção de votos divulgada em junho deste ânimo serviu como uma injeção de ânimo para a militância. Nela, Skaf apareceu em segundo lugar com o apoio de, aproximadamente, 20% dos eleitores consultados. “Sem dúvida, hoje ele tem apoio de 100% dos nossos filiados”.
O vereador de Bauru diz ainda que, durante os contatos para o evento regional desta sexta-feira, se deu conta da dimensão das tradições do PMDB. “É um partido que passa de pai para filho. Eu sou um exemplo disso”, observa o filho do ex-deputado Roberto Purini.
Bancadas
Na Câmara Federal, o PMDB de São Paulo possuiu, atualmente, apenas dois deputados, sendo que um deles [Gabriel Chalita] foi eleito pelo PSB e, posteriormente, mudou de partido. Na Assembleia Legislativa, a sigla tem apenas cinco parlamentares.
A intenção é de que esses números pelo menos dobrem após o pleito de 2014. Para isso, o PMDB aposta em novas filiações e no lançamento de candidaturas para federal e estadual em municípios com mais de 200 mil habitantes, como é o caso de Bauru.
Filiados à sigla na cidade, Renato Purini, Telma Gobbi e Carlos Braga constam na lista de pré-candidatos do diretório estadual. Outro nome é o do prefeito de Agudos, Everton Octaviani, que não esconde seu desejo de concorrer, mesmo tendo que renunciar ao cargo atual.
Purini, por sua vez, dificilmente abrirá mão de disputar a eleição para deputado estadual e aposta no consenso. “Não dá para sair todo mundo e dividir os votos”.
O prefeito
Mesmo avesso a questões políticas e partidárias, o prefeito Rodrigo Agostinho é, atualmente, uma das maiores lideranças do PMDB no Estado, principalmente em função dos 82% dos votos obtidos para sua reeleição, em 2012.
Para o vereador Renato Purini, Agostinho exercerá papel fundamental no próximo pleito no âmbito regional e deve se engajar no comando da campanha de Paulo Skaf, até mesmo pela sua bem-sucedida experiência no ano passado.
Apesar disso, tanto o prefeito quanto seu líder na Câmara Municipal descartam eventual candidatura em 2014. Durante o processo eleitoral do ano passado, Rodrigo firmou compromisso de que concluiria seu mandato como prefeito.