Renan Casal |
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Luiz Augusto Puccinelli mostra explosivo apreendido |
Um dos explosivos não detonado durante o roubo a quatro caixas eletrônicos ontem de madrugada em Iacanga teve que ser desarmado após orientação do Esquadrão Antibombas (Gate).
O artefato é usado em detonações por pedreiras. É um gel e um pavio na ponta igual ao de fogo de artifício que serve para provocar a explosão. Basta acendê-lo e aguardar alguns segundos para provocar a detonação.
Por meio de fotos enviadas aos especialistas, o capitão Terra e policiais civis removeram o pavio, o suficiente para deixar o artefato sem condições de detonação e ser armazenado com segurança. “Sem o pavio não há perigo”, disse o delegado ao mostrar o pedaço de massa plástica que contém os ingredientes químicos suficientes para provocar muitos estragos.
O delegado de Iacanga Luiz Puccinelli informou que o explosivo foi apreendido juntamente com diversas cápsulas deflagradas de fuzil com suspeita de ser de fuzil Ak 47, 9 mm, calibre 12 e 380.
Três carros usados pelos ladrões foram localizados a cinco quilômetros em um canavial numa estrada rural para Ibitinga. Testemunhas afirmaram à reportagem do JCNet que quatro veículos teriam participado da ação da quadrilha, sendo um Renault Fluence, GM/Astra, Honda/City e Toyota/Corolla.
Medida certa
O delegado Luiz Pucinelli acredita que mais de 12 bandidos davam apoio na ação criminosa. Pelas imagens do circuito fechado do banco pelo menos sete estavam dentro da agência. O restante se espalhou pelo entorno da praça para espantar testemunhas e a presença da polícia. “A quantidade de explosivo usada foi na medida, bem calculada, o que demonstra que os ladrões sabiam que seria suficiente para arrombar os caixas”, contou.
Outro detalhe que chama atenção é que o bando evitou detonar o compartimento de segurança que tem guilhotinas que poderiam inutilizar o dinheiro. “Eles sabiam o local certo para explodir”, disse.
Equipes da Delegacia de Investigação Geral (DIG) de Bauru foram acionadas para ajudar na investigação, conforme determinação de superiores para casos que envolvem roubo a caixas eletrônicos. A perícia também recolheu várias evidências deixadas pelos bandidos ao longo do trajeto.
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Crime frequente
De janeiro até agora, o JC divulgou pelo menos 23 ocorrências do tipo. Na maioria dos casos, os ladrões utilizaram explosivos e atiraram contra bases da PM, mas também há registros de furtos em que foram usados pés de cabra. O horário em que os criminosos costumam atuar varia entre 3h e 5h. Em Iacanga, ontem ocorreu por volta das 3h.
Os municípios onde as quadrilhas agiram utilizando explosivos foram Areiópolis, Uru, Itaju, Espírito Santo do Turvo, Itapuí, Iacanga, Paulistânia, Ourinhos, Borebi, Águas de Santa Bárbara, Pongaí, Domélia (distrito de Agudos), Lençóis Paulista, Torrinha, Conchas, Pardinho, Anhembi e Bofete. As cidades onde houve apenas arrombamento dos caixas eletrônicos, sem explosões, foram Pederneiras, Botucatu, São Manuel e Agudos.
De janeiro a junho deste ano, foram registrados 119 roubos a bancos no Estado - 60 deles no interior. Os ataques ocorreram principalmente em pequenas cidades, onde há menos policiamento.
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