O processo que investiga a responsabilidade de 11 pessoas sobre o uso de R$ 4 milhões da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) para pagamento de condenação pessoal do ex-presidente da entidade, Joseph Georges Saab, entrou em sua fase final. Foi realizada ontem a última audiência do caso, conhecido como Cardiosul, que integra as investigações decorrentes da Operação Odontoma, desencadeada há quatro anos pela Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE).
Na audiência foram ouvidas as últimas testemunhas de defesa dos réus. Restam, no entanto, mais duas pessoas – moradoras de Fernandópolis e do Rio de Janeiro – para prestar depoimento por meio de carta precatória.
Depois disso, será dado prazo de dez dias para que o MPF e os réus apresentem suas alegações finais, quando então o juiz poderá julgar o caso. A sentença pode ser proferida até o final deste ano.
As irregularidades apuradas na ação protocolada pelo MPF em 2010 teriam começado em 1995. Na ocasião, após a AHB receber R$ 1,5 milhão do Ministério da Saúde, Joseph Saab contratou a Cardiosul, sem licitação, por R$ 939,7 mil, para adquirir equipamentos usados e com defeito por valores comprovadamente superfaturados.