Em uma ação das forças de operação especiais americanas em Trípoli, na Líbia, foi preso neste sábado (6) um membro da Al Qaeda suspeito de ser responsável por atentados a embaixadas dos EUA em 1998.
Segundo a rede CNN, Abu Anas al Libi foi preso em Trípoli numa operação de captura que teria o consentimento do governo líbio. Ao "New York Times", um funcionário do governo americano disse que ação foi "pacífica".
O membro da Al Qaeda era procurado -com recompensa de US$ 5 milhões- por ter supostamente planejado os ataques com bomba nas embaixadas dos EUA em Dar es Salaam, na Tanzânia, e em Nairóbi, no Quênia, em 7 de agosto de 1998.
Al Libi, 49, foi acusado, em 2000, de conspiração para matar cidadãos americanos, assassinato e destruição de propriedades do governo e de instalações de defesa nacional.
O militante, cujo nome real é Nazih Abdul-Hamed al-Ruqai, nasceu em Trípoli e se juntou à rede de Osama Bin Laden no início dos anos 90, no Sudão. Mais tarde, ele se mudou para o Reino Unido, onde recebeu asilo político como dissidente líbio.
Acredita-se que ele não tenha desempenhado qualquer papel no ataque de setembro de 2012 contra a missão diplomática americana em Benghazi, que matou quatro pessoas, entre elas o embaixador Christopher Stevens.