"A mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil ao maior número de pessoas." A citação não é minha, e sim do filósofo francês Michel de Montaigne, mas na minha opinião retrata bem o trabalho dos servidores, que têm no dia 28 de outubro a data para receber justas homenagens. A frase mais comum é a de que o servidor público não trabalha. Mentira! Trabalho há anos no serviço público e posso dar meu testemunho do que acontece na Educação do Estado de São Paulo, onde atuo há mais de cinco anos, período em que acompanho o esforço e a dedicação dos servidores.
Vale ressaltar que quando se pensa no processo educativo, quase que imediatamente vem à mente a sala de aula e a dinâmica estabelecida entre o professor e o aluno. Mas para isso acontecer um longo caminho é trilhado. O giz, a lousa, a carteira, só para citar alguns exemplos, passam por um complexo trâmite até chegar à sala de aula, desde o pregão de preços, armazenamento, distribuição, etc. Não podemos nos esquecer de que existe um exército de servidores trabalhando para manter toda a estrutura funcionando. É como na televisão: o artista não estaria na tela se não fosse o trabalho dos técnicos de som, dos câmeras e de tantos outros profissionais.
É esse trabalho quase invisível que devemos valorizar, como os técnicos de manutenção na saúde e o atendente do 190 na polícia, e outras importantes categorias. No caso da Secretaria da Educação, o trabalho se estende para todos os ambientes escolares, da sala de leitura ao pátio, da quadra esportiva ao refeitório, dentro das diretorias de ensino, nos prédios administrativos centrais, nas escolas de formação, e tantos outros. Esse trabalho também deve ser homenageado. Nos últimos anos, os quadros dos servidores administrativos vêm sendo objeto de crescente interesse e atenção por parte da Secretaria da Educação, que realizou ações para qualificá-los, valorizá-los e, dessa forma, fortalecer a gestão. Vale lembrar ainda que esse esforço foi intensificado pelo processo de reestruturação, que modernizou a estrutura da Secretaria, hoje baseada no foco no desempenho dos alunos.
Novos concursos foram realizados, como para os cargos de analista administrativo, analista sociocultural, agentes de assistência à saúde, sem falar da criação de cargos de analista de tecnologia, oficial administrativo e executivo público: com o objetivo de dotar a secretaria de uma equipe permanente, para dar conta dos crescentes desafios. Houve ainda a ampliação das iniciativas de formação e a certificação dos gerentes de organização escolar.
Também para integrar os mais de 300 mil servidores, a Secretaria da Educação lançou uma intranet batizada de "Espaço do Servidor", que conta com uma rede social, ideal para a troca de experiências e na qual o servidor é o protagonista. Muitos devem estar dizendo, com razão, que o servidor público da educação precisa ser ainda mais valorizado. Sabemos que há muito a ser feito, mas o que nos fortalece é que estamos caminhando firmemente nesta direção.
É complexa a tarefa de gerir uma secretaria do gigantismo da Educação, maior do que muitas cidades, e que responde por mais de 5 mil escolas e atende cerca de 4 milhões de alunos. É preciso ter, na retaguarda, servidores empenhados. Por tudo isso, quero transmitir meu agradecimento a todos e afirmar que os servidores devem ter o maior orgulho em exercer uma das mais honrosas ocupações, que contribui para a grande herança que podemos deixar para o futuro: a educação.
O autor, Fernando Padula, é chefe de gabinete da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo