Internacional

EUA admitem restrições à espionagem

Folhapress
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A Casa Branca afirmou ontem que pode haver necessidade de impor restrições adicionais às agências de espionagem dos Estados Unidos, após uma série de revelações embaraçosas sobre a abrangência da coleta de inteligência, e que a revisão de procedimentos será concluída até o fim do ano.

O presidente dos EUA, Barack Obama, tem plena confiança no diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), general Keith Alexander, e em outros funcionários da NSA, disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.

Ele acrescentou que deve haver um equilíbrio entre a necessidade de reunir inteligência e a necessidade de privacidade.

“Nós reconhecemos que é preciso ter restrições adicionais sobre como podemos coletar e usar a inteligência”, afirmou Carney.

A Casa Branca está revisando as capacidades de vigilância dos EUA e esse trabalho deve ser concluído até o fim do ano, disse Carney.


A vez da Espanha

A Espanha convocou o embaixador dos Estados Unidos ontem para discutir as acusações de espionagem norte-americana contra cidadãos espanhóis, e disse que, se comprovado, esse é um comportamento inaceitável entre países aliados.

O jornal espanhol El Mundo afirmou ontem que a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) recentemente rastreou mais de 60 milhões de telefonemas na Espanha no espaço de um mês, citando um documento que disse ser parte dos papéis obtidos pelo ex-prestador de serviços da NSA Edward Snowden.

“A Espanha transmitiu aos Estados Unidos a importância de preservar o clima de confiança... e seu interesse em compreender a extensão completa das práticas que, se verdadeiras, seriam consideradas inapropriadas e inaceitáveis entre aliados”, disse o Ministério de Relações Exteriores espanhol.

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