O diretor provedor da Santa Casa de Arealva e vice-prefeito, Décio Lenharo, reclama de uma ação que está sendo movida pelo ex-prefeito e médico da instituição Elson Banuth Barreto. Ele pede o ressarcimento de R$ 217.242,47 referentes a empréstimo pessoal feito ao hospital no período de 14 de outubro de 2009 a 18 de agosto de 2012.
O ex-prefeito ajuizou uma ação ordinária de cobrança na Justiça de Bauru, após encontrar dificuldades de negociar amigavelmente com a direção do hospital. Barreto foi prefeito de Arealva no período 2005 a 2008 e 2009 a 2012. Lenharo alega que nunca foi procurado para discutir essa questão. Elson diz que a tentativa de negociação teria ocorrido com ex-provedor Antonio Arthur Fernandes.
A Santa Casa está sob intervenção municipal decretada no início do governo Paulo Padanosque Pereira (PSB), após Elson, ex-diretor da Irmandade Santa Casa e médico naquela instituição ter se desligado dos quadros de prestadores de serviço em fevereiro. “Essa dívida só consta no balanço 2012 da entidade no total de R$ 188.040,17, mas no livro de ata da Santa Casa não encontramos nada que discriminem os valores e números dos cheques emprestados pelo Elson Banuth”, declara o atual provedor.
Ele admite que a entidade possui cópias de cheques e canhotos que foram depositados nas contas da Santa Casa. “Admiramos a sua atitude, levando em conta que a dívida fora contraída em sua própria gestão, tanto como prefeito e diretor da Santa Casa e não fez nada para quitá-la nesse período”, declara.
Proposta de parcelamento
O ex-prefeito Elson Banuth disse ao JC que não está cobrando juros e correção monetária da dívida. “Desde que sai do hospital em fevereiro, não me procuraram para dar nenhuma satisfação”, declara Elson.
“Fiz proposta de aceitar o pagamento em 20 parcelas de R$ 10.862,12, mas não houve pagamento algum. Seria ético eles me chamarem para discutir a questão, então restou o caminho da Justiça”, explica o ex-prefeito.
Na ação é anexado o número de cada cheque com a correspondente quantia. A justificativa de fazer o empréstimo pessoal, segundo Elson, foi ajudar a Santa Casa a não pagar altos juros se tivesse que recorrer a bancos.
Lenharo afirma que a entidade hospitalar passa por situação difícil financeiramente e não terá como ressarcir o médico nos valores pedidos. A Santa Casa tem receita de R$ 160 mensais para despesas que ultrapassam este valor.