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Começa a exumação dos restos mortais de Jango

Folhapress
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Em meio a uma peregrinação de políticos e declarações sobre o “resgate histórico” promovido pela iniciativa, o corpo do presidente João Goulart (1919-1976), o Jango, foi exumado ontem no cemitério de São Borja (RS).  O trabalho começou às 7h e não havia sido finalizado até o fechamento desta edição.


A exumação, um pedido da família, irá tentar identificar as causas da morte, ocorrida quando o presidente vivia no exílio, na Argentina (veja quadro).


Deposto pelo regime militar (1964-1985), Jango morreu de infarto, segundo o relato oficial. Mas a família e o governo suspeitam de envenenamento, em possível ação coordenada entre as ditaduras da época no Cone Sul. Nunca houve autópsia.


Em São Borja, a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) disse que a exumação é uma “missão de Estado” e que Jango representa a “retomada” da democracia.

 

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